DÍZIMO E OU OFERTA
Apesar da palavra “dízimo”
significar dez por cento ou a décima parte de alguma coisa, a Igreja Católica
flexibiliza, deixando como critério o que determina o coração do fiel.
Contudo, dízimo não é esmola nem
é uma ajudazinha qualquer; é um compromisso com Deus. Que cada um de nós doe
sem constrangimento nem tristeza, pois Deus ama a quem dá com alegria (2Cor 9,
7).
Tudo se resume numa única palavra
e o gesto: AMOR. Num primeiro momento, devo
reconhecer pelos dons gratuitos que recebo de Deus, a começar pela vida, pela
saúde, pela inteligência, o imenso amor que ele tem por mim. Depois manifesto
de forma objetiva, minha gratidão, retribuindo a ele este
sentimento, em gesto concreto de amor, a PARTILHA,
já que tudo o que temos e
recebemos vem de Deus e pertence a Deus.
DÍZIMO OU OFERTA?
Existe
uma grande diferença entre dízimo e oferta, embora ambos seja fruto de nossa
fé, do nosso reconhecimento, da nossa gratidão para com Deus, da nossa
generosidade, de nosso coração.
*
DÍZIMO = É devolver a
Deus com fidelidade, uma parte de tudo aquilo que ele próprio nos dá como
primícias da nossa renda. Quer dizer que toda vez que ele nos dá, nós separamos
as primícias, a parte consagrada a ele e fazemos á devolução. Se a nossa renda
é a colheita, nós daremos o nosso dízimo quando realizarmos nossa colheita no
campo. Se a nossa renda é o nosso salário, devolvemos nosso dízimo como
primeiro gesto de gratidão a Deus, logo que recebemos nosso salário. Se a nossa
renda for o fruto da renda de algum bem, daremos o dízimo da nossa renda ao
receber o que ganhamos, com a venda daquele bem.
*
A OFERTA = É livre, não
tem momento certo. Depende da necessidade de quem solicita e da disponibilidade
de quem oferece. O dízimo tem um destino certo: A igreja de Jesus Cristo, para
a realização da obra de Deus de acordo com um plano pastoral, que abrange a
dimensão religiosa, social e missionária. Este plano tem continuidade, não pode
sofrer interrupções, por isso deve contar com recursos regulares. É o dízimo
que deve sustentar o plano pastoral da igreja, para a realização da obra de
Deus. As ofertas se destinam geralmente para a realização das obras
complementares, ou para alguma emergência pessoal ou comunitária, ou ajudar o
plano pastoral da igreja, mas como acréscimo ao dízimo, que constitui a
pastoral de sustentação da vida paroquial.
O
DÍZIMO PARA QUÊ?
Nosso
dízimo, aquele pedacinho de vida de cada um de nós ofertado a Deus, vai
permitir que ele se manifeste através da igreja pela proclamação de sua
palavra, pela sagrada eucaristia, pelos sacramentos, pelo socorro aos carentes,
pelo trabalho missionário. De tudo isso, o dizimista precisa estar sempre
informado, é seu direito. Mas certamente, saber que contribuiu para que o pão e
o vinho chegassem até o altar no ofertório, para, em seguida na consagração,
serem transformados no corpo e sangue de Jesus Cristo, será o bastante para
justificar no sacrifício do Cristo o seu próprio sacrifício de oferecer-se no
seu dízimo. O dízimo aponta em seu propósito, para quatro elementos, como se
fossem os quatro pontos cardeais: para Deus, para o Próximo, para
a Criação e para Nós mesmos.
*
PARA DEUS = O dízimo nos leva
a reconhecer seu soberano domínio e os benefícios que vem de suas mãos. Deus é
o proprietário do mundo e em particular daquilo que nos concedeu.
*
PARA O PRÓXIMO = Move-nos à
generosidade, à prática da caridade e em muitos casos a vivência da justiça.
Tem uma dimensão salvífica (MT 25-31,46). É uma amostra de nossa generosidade,
que nos faz crescer por dentro, educa no amor e contribui, para a verdadeira
união entre os membros da comunidade.
*
PARA A CRIAÇÃO = Leva a
nos mostrar livres ante as coisas materiais, como tenentes de Deus na criação.
Não se trata de condenar os bens materiais, mas é um convite para que
caminhemos sem apegos e sem cair na escravidão do materialismo.
*
PARA NÓS MESMOS = Move-nos
a perceber os valores transcendentes e nossas expectativas de salvação, nos
permite ver o irmão necessitado. Permite que nos afastemos do pecado insaciável
da ganância.
POR
QUE A DIFICULDADE DE OFERECER O DÍZIMO?
Vivemos
numa sociedade em que o dinheiro e o lucro, ocupam o lugar de Deus e das
pessoas. Jesus Cristo nos adverte que é impossível servir a dois senhores,
adorando a Deus e ao dinheiro ao mesmo tempo. Mesmo assim há cristãos que
seguem a proposta do mundo. A sociedade materialista e consumista em que
vivemos, nos ensina a reter, concentrar, possuir, ter, ganhar, consumir,
acumular. Somos incentivados a ter corações egoístas e fechados. O evangelho ao
contrário, nos ensina que só quem é generoso e não tem medo de repartir
está, de fato, aberto a recolher os benefícios de Deus. São dois
projetos bem diferentes: a sociedade consumista e egoísta, ou, o reino
da partilha e da justiça. É preciso fazer uma escolha, entre o
reino de Deus e o reino do dinheiro.
O DÍZIMO COMO FAZER?
O
dízimo deve ser oferecido, cada vez que se recebe algo: o salário, uma doação
ou o resultado de uma venda importante. Podemos dizer que o dízimo é mensal.
Assim como você recebe seu salário todo mês, também mensalmente, deverá doar
seu dízimo todo mês.
Se
o católico, não doar seu dízimo todo mês, ele dará apenas aquilo que sobrar,
algumas vezes, e isso não é dízimo, mesmo em grande quantidade.
A
contribuição mensal do dízimo favorece a organização da pastoral do dízimo, na
comunidade, na paróquia e na diocese. Sabendo quanto recebe mensalmente, de
dízimo, a igreja pode fazer, seus orçamentos e previsões, bem como prestar
contas regularmente ao povo. O dízimo deve ser levado á igreja. Deve ser
entregue na secretaria, ou a alguém da pastoral do dízimo, ao final das missas
e celebrações.
O
DÍZIMO, PARA ONDE VAI?
O
dízimo, todo ele é investido na igreja. Uma pequena porcentagem é entregue a
cúria diocesana, que está a serviço da comunidade. O restante é dividido entre
a comunidade doadora e a sede paroquial.
O
dízimo tem destino certo. Ele é direcionado, para seis dimensões
evangelizadoras:
* LITÚRGICA (DESPESAS COM O CULTO): Toalhas,
Velas, Flores, Folhas de Canto, Luz, Água, Vinho, Hóstias...
* PASTORAL
(DESPESAS COM AS PASTORAIS): Catequese,
Retiros, Livros, Cartazes...
*
COMUNITÁRIA (REMUNERAÇÃO): Dos
Padres, Funcionários, Manutenção do Prédio, da Casa Paroquial, da Secretaria...
* SOCIAL (PROMOÇÃO HUMANA E SOCIAL): Pobres,
Idosos, Crianças, Dependentes Químicos...
* MISSIONÁRIA (COLABORAÇÃO):
Com as paróquias pobres da diocese, e de outras dioceses, Com As Missões...
* VOCACIONAL (FORMAÇÃO): De
Lideranças, Como Padres, Ministros, Catequistas...
DÍZIMO
EXPERIÊNCIA DE FÉ:
O
amor e generosidade têm de caracterizar a nossa contribuição.
Não
se contribui para se querer receber, mas porque somos gratos a Deus que nos dá
tudo.
O
amor evidencia a nossa necessidade de querer agradecer.
O
dízimo é uma resposta de amor e gratidão a Deus. Cada cristão deve sentir
no coração, o apelo espontâneo e se comprometer com a igreja.
O
dízimo é um desafio de fé: portanto é uma oferta espontânea, comunitária,
alegre e generosa, consciente e sistemática. Não é uma taxa, tributo, para
alívio de consciência. Contribuindo com o dízimo, o cristão está sendo ajudado,
e ajudando a sua igreja a ser mais missionária. Está testemunhando e
expressando a sua fé, e está atento as necessidades de seus irmãos mais pobres,
que necessitam ser ajudados e promovidos. O dízimo que temos, é o orgulho da
comunidade que somos.
A
ALEGRIA DE SER DIZIMISTA:
Amo
minha igreja, sou dizimista!
Este
lema nos ajuda a entender, o quanto o dízimo faz parte da vida cristã, e de
como é belo e sereno participar do dízimo.
Quem
não vive a profundidade da fé, certamente olhará o dízimo como mais uma taxa a
ser paga. De imediato, queremos saber o que teremos em troca, ou, ainda, porque
desconfiamos que o dízimo seja apenas uma forma de arrecadação, desnecessária,
já que a igreja não precisa de dinheiro.
Toda
evangelização necessita de recursos, então o dízimo ajuda para que Jesus Cristo
seja anunciado e conhecido por todos, através de diferentes pastorais. Somos
obrigados a pagar muitas taxas e impostos e com isso, corremos o risco de
confundir o dízimo como mais uma taxa que nos foi imposta. Porém o dízimo está
presente desde o início da história do povo de Deus.
Dízimo
não é invenção, é sinal de fé e gratidão. Quem tem
fé e sabe agradecer, tem mais alegria.
Pedimos
tanto a Deus, que o nosso dízimo seja portador de muita alegria e gratidão.
Mais do que buscar explicações, vamos fazer a experiência de ofertar com
alegria o nosso dízimo.
Quem
oferece o dízimo, não deve ficar triste, e nem deve ficar perdendo
tempo reclamando, ou questionando, onde será aplicado. Quem participa
de uma comunidade, sabe onde o dízimo é aplicado. Não podemos ter dúvidas,
e nem desconfiança.
O
dízimo é um sinal de fé, e de amor a igreja de Jesus, que é a nossa igreja.
DÍZIMO
PERTENÇA E CO-RESPONSABILIDADE
Um
dia através do batismo, ingressamos na comunidade cristã.
Somos
membros desta grande família de católicos do mundo inteiro.
O
Espírito Santo é nosso guia, é ele quem nos torna participantes da igreja, nos
inspira para que coloquemos a serviço dos irmãos, os nossos dons e partilhemos
o nosso pão.
Entre
tantas formas de participar da igreja, o dízimo é uma delas. Não faz muito
tempo que o dízimo passou a fazer parte das reflexões e da organização
comunitária. No entanto, o dízimo acompanha a caminhada cristã desde os seus
primórdios. Primeiro os hebreus, depois os cristãos, sempre ofereceram a Deus
parte da colheita e outros dons para o sustento das comunidades.
O
dízimo é uma prática que tem sua origem na bíblia, e consequentemente, é sempre
atual.
Dízimo
é um sinal de fé e gratidão. Quem tem fé, acolhe a palavra de Deus, participa e
passa a entender o verdadeiro significado do dízimo.
No
seguimento de Jesus Cristo, o dízimo não é tido como um peso, pois Deus faz
muito mais por nós.
Nosso "obrigado",
será sempre pequeno, diante de tantas maravilhas que ele realiza.
Importa
então, que o dízimo seja uma expressão de gratidão e fé. "porque faço
parte da minha igreja, ofereço o meu dízimo" quem é fiel na oferta do
dízimo, faz a experiência de uma vida diferente, pois a graça de dar, gera
a graça de receber.
Deus
ama a quem dá com alegria. Que cada um possa dizer como tantos. "
sou dizimista, amo a minha igreja"
O
DÍZIMO E SEUS IDEAIS
Individualmente
em cada pessoa, como povo e igreja, Deus quer aplicar seu amor, bondade e
partilha.
E
se assim, caminharmos como igreja e no dízimo, seremos sinal de Deus no mundo,
a serviço do amor, da vida e do evangelho.
Este
é o objetivo tão essencial do dízimo. Veio para atender as dimensões e
necessidades do homem e da igreja: "gerar partilha, mas gerar
vida".
Deus
não institui o dízimo para gerar dinheiro na igreja. Ele o institui, para o bem
de seu próprio povo e da igreja.
O
dízimo que devolvemos a Deus, "doamos a nós mesmos", pois somos povo
e participante da igreja...
*** DESCOBRIREMOS QUE, EM PARTILHAR OS BENS E ALEGRIAS,
ESTA A MELHOR FORMA DE MULTIPLICAR, AS COISAS DE NOSSAS VIDAS. ***
Acompanhe os post´s para fortalecer-se na FÉ, com ESPERANÇA e vivendo o
AMOR - 1Cor 13,13. :)
A paz de Cristo e até breve!

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