17/11/2018 - LITURGIA E REFLEXÃO DIÁRIA


SANTA ISABEL DA HUNGRIA ESPOSA E RELIGIOSA (Branco, Prefácio Comum ou dos Santos Ofício da Memória)

Antífona de entrada

Vinde, benditos de meu Pai, diz o Senhor: eu estava doente e me visitastes. Em verdade vos digo, tudo o que fizestes ao menor dos meus irmãos foi a mim que o fizestes (Mt 25, 34.36.40).

Oração do Dia 17/11/2018

Ó Deus, que destes a santa Isabel da Hungria reconhecer e venerar o Cristo nos pobres, concedei-nos, por sua intercessão, servir os pobres e aflitos com incansável caridade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.


1a Leitura - João 3, 5-8

Leitura da terceira carta de são João.
5 Caríssimo, fazes obras de fé em tudo o que realizas para os teus irmãos, mesmo para os irmãos estrangeiros.
Estes, perante a comunidade, deram testemunho do teu amor. Farás bem em provê-los para a sua viagem, de um modo digno de Deus.
Pois por amor do seu nome partiram, sem nada receber dos pagãos.
Devemos, portanto, receber a tais homens, para cooperar com eles pela verdade.
Palavra do Senhor.


Salmo - 111/112

Feliz aquele que respeita o Senhor!

Feliz aquele que respeita o Senhor
E que ama com carinho a sua lei!
Sua descendência será forte sobre a terra,
Abençoada a geração dos homens retos!

Haverá glória e riqueza em sua casa,
E permanece para sempre o bem que fez.
Ele é correto e generoso e compassivo,
Como luz brilha nas trevas para os justos.

Feliz o homem prestativo,
Que resolve seus negócios com justiça.
Porque jamais vacilará o homem reto,
Sua lembrança permanece eternamente!

Evangelho – Lucas 18, 1-8

Aleluia, aleluia, aleluia.
Pelo evangelho o Pai nos chamou, a fim de alcançarmos a glória de nosso Senhor Jesus Cristo (2Ts 2,14).


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
Naquele tempo, 18 Jesus propôs aos seus discípulos uma parábola para mostrar que é necessário orar sempre sem jamais deixar de fazê-lo.
“Havia em certa cidade um juiz que não temia a Deus, nem respeitava pessoa alguma.
Na mesma cidade vivia também uma viúva que vinha com freqüência à sua presença para dizer-lhe: ‘Faze-me justiça contra o meu adversário’.
Ele, porém, por muito tempo não o quis. Por fim, refletiu consigo: ‘Eu não temo a Deus nem respeito os homens;
todavia, porque esta viúva me importuna, far-lhe-ei justiça, senão ela não cessará de me molestar’”.
Prosseguiu o Senhor: “Ouvis o que diz este juiz injusto?
Por acaso não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que estão clamando por ele dia e noite? Porventura tardará em socorrê-los?
Digo-vos que em breve lhes fará justiça. Mas, quando vier o Filho do Homem, acaso achará fé sobre a terra?”
Palavra da Salvação.

Oração Sobre as Oferendas

Recebei, ó Pai, os dons do vosso povo, para que, recordando a imensa misericórdia do vosso filho, sejamos confirmados no amor a Deus e ao próximo, a exemplo dos vossos santos. Por Cristo, nosso Senhor.


Antífona de Comunhão

Não há maior prova de amor que dar a vida pelos amigos (Jo 15,13).


Depois da Comunhão

Tendo participado com alegria do banquete da salvação, nós vos pedimos, ó Pai, que imitando a caridade de santa Isabel da Hungria, participemos com ela da vossa glória. Por Cristo, nosso Senhor.


Reflexão sobre o Evangelho

Por Padre Roger Araújo - Sacerdote da Comunidade Canção Nova

O desânimo esmorece a nossa fé
Quando acumulamos a graça de Deus em nós, permitimos que Ele cure as nossas decepções, cure aquilo que em nós causou desânimo

“Eu vos digo que Deus lhes fará justiça bem depressa. Mas o Filho do homem, quando vier, será que ainda vai encontrar fé sobre a terra?” (Lucas 18,8)

Hoje, no Evangelho, temos o exemplo de uma viúva insistente. Essa viúva temia a Deus, mas o juiz não O temia e nem tinha nenhuma ligação com Ele; até ficava aborrecido com essa viúva que ficava “enchendo o saco” dele. Essa viúva era sempre muito insistente. Até que, um dia, ele disse: “Não temo a Deus, mas para que essa viúva não venha me acusar de nada, vou me livrar dela atendendo ao que ela está me pedindo”.

Se o juiz injusto atendeu ao que essa mulher insistente estava lhe pedindo, quanto mais Deus vai atender as preces daqueles que lhe são justos, fiéis e estão lhe suplicando dia e noite: “Senhor, vinde em nosso socorro. Vinde em nosso auxílio”. A partir disso, Jesus faz um questionamento: “Deus vai atender-nos, mas será que quando o Filho do Homem vier ainda encontrará fé sobre a Terra?”.

Nada mais é abalado em nossa vida do que a nossa fé. Vivemos tempos difíceis, tempos em que somos sacudidos em nossas emoções, em nossas opções de vida mas, sobretudo, somos sacudidos em nossa fé.

Tem um mundo de coisas entrando em nossa casa, em nossa família e dentro do nosso coração. Nossas emoções são agitadas, nossas escolhas são questionadas e, diante de tantas situações calamitosas no mundo em que vivemos, a nossa fé se esmorece.

Não é que perdemos a fé, mas temos uma fé sem vida, sem vigor, sem entusiasmo, sem confiança, sem esperança. Nós nos entregamos ao desânimo, ao desalento. Assumimos um estado depressivo, de desgosto pela vida e, em vez de nos levantarmos, ficamos prostrados. Desistimos, desanimamos, não temos a insistência dessa viúva que tinha um coração confiante em Deus.

Permitamos que Deus, hoje, fale ao nosso coração, precisamos acalentar a nossa fé, precisamos levantá-la. Não podemos nos entregar ao desânimo e, sobretudo, ao desânimo espiritual.

O acúmulo de decepções leva-nos ao esmorecimento na fé, mas quando acumulamos a graça de Deus em nós, permitimos que Ele cure as nossas decepções, cure aquilo que, em nós, causou desânimo, desalento, aquilo que provocou a mágoa, a ruptura por situações de fé na nossa vida.

É preciso buscar em Deus um novo vigor, um novo ânimo, buscar o acalento da nossa fé para caminharmos na direção d’Ele para não ficarmos caídos e prostrados no meio do caminho.

Deus quer que sejamos homens e mulheres de fé e que n’Ele esteja a nossa confiança e esperança.

Deus abençoe você!

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