Você sabe para que servem o jejum e a penitência?
É importante saber que o
jejum é uma prática muito mais interior do que exterior, não é apenas algo que
se deixa de comer, mas tem um propósito: abster-se de certos alimentos. O jejum
não é uma dieta, mas uma prática espiritual que visa uma intimidade maior com
Deus. O jejum é para a conversão e também para que amemos mais a Deus e ao próximo.
Papa Leão Magno aconselhava:
“Mortifiquemos um pouco o homem exterior, para que o interior seja restaurado.
Perdendo um pouco do excesso corpóreo, o espírito robustece-se”.
As práticas penitenciais são
tão importantes na busca da conversão, que a observância de algumas delas foram
indicadas como um dos mandamentos da Igreja.
Muito mais do que preceitos,
essas práticas penitenciais revelam ser busca pela perfeição no amor.
O quarto mandamento da Igreja
diz que é preciso “jejuar e abster-se de carne, conforme manda a Santa Mãe
Igreja”.
Os dias e tempos
penitenciais, em toda a Igreja, são todas as sextas-feiras do ano, e o tempo da
Quaresma.
Estão obrigados à lei da
abstinência os católicos que tiverem completado catorze anos de idade, e
obrigados à lei do jejum todos os católicos maiores de idade até os 60 anos
começados.
A Igreja nos propõe o jejum
como uma maneira de nos educar, de aprendermos a dominar nosso corpo e também
nossas inclinações.
O jejum e a penitência não
são para que sintamos fome ou passemos necessidade.
A penitência é “uma reorientação
radical de toda a vida, um retorno, uma conversão para Deus de todo o nosso
coração” (cf. Catecismo da Igreja Católica, parágrafo 1431). Ou seja, essas
práticas espirituais servem para nos ajudar a encontrar Deus por meio da
oração.
A Igreja “contém pecadores no
seu seio” (CIC, n. 1428) e é, ao mesmo tempo, santa e necessitada de purificação,
prosseguindo constantemente no seu esforço de penitência e renovação.
“A penitência interior do
cristão pode ter expressões muito variadas. A Escritura e os padres insistem,
sobretudo, em três formas: o jejum, a oração e a esmola que exprimem a
conversão” (CIC, n. 1434).
Os jejuns e as mortificações,
embora sejam atos exteriores, impelem-nos à oração, a uma melhor escuta de Deus
por meio da temperança, do espírito de sacrifício, de equilíbrio do corpo e da
mente, levando-nos a essa conversão interior. Inclusive, recomenda-se que o
gesto do jejum seja acompanhado da partilha com os necessitados do alimento não
consumido.
Pensemos nisso!?!
A paz do Senhor!

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