17/02/2022 - LITURGIA E REFLEXÃO DIÁRIA - Seja simples na forma de manifestar a sua fé

 

VI SEMANA DO TEMPO COMUM (Verde – Ofício do dia)

Antífona de Entrada

Sede o rochedo que me abriga, a casa bem defendida que me salva. Sois minha fortaleza e minha rocha; para honra do vosso nome, vós me conduzis e alimentais (Sl 30,3s).

Oração do dia

Ó Deus, que prometestes permanecer nos corações sinceros e retos, dai-nos, por vossa graça, viver de tal modo, que possais habitar em nós. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (Tiago 2,1-9)

Leitura da carta de São Tiago

1Meus irmãos, a fé que tendes em nosso Senhor Jesus Cristo glorificado não deve admitir acepção de pessoas. 2Pois bem, imaginai que na vossa reunião entra uma pessoa com anel de ouro no dedo e bem vestida e também um pobre, com sua roupa surrada, 3e vós dedicais atenção ao que está bem vestido, dizendo-lhe: “Vem sentar-te aqui, à vontade”, enquanto dizeis ao pobre: “Fica aí, de pé”, ou então: “Senta-te aqui no chão, aos meus pés” – 4não fizestes, então, discriminação entre vós? E não vos tornastes juízes com critérios injustos? 5Meus queridos irmãos, escutai: não escolheu Deus os pobres deste mundo para serem ricos na fé e herdeiros do Reino que prometeu aos que o amam? 6Mas vós desprezais o pobre! Ora, não são os ricos que vos oprimem e vos arrastam aos tribunais? 7Não são eles que blasfemam contra o nome sublime invocado sobre vós? 8Entretanto, se cumpris a lei régia, conforme a Escritura: Amai vosso próximo como a vós mesmo, estais agindo bem. 9Mas, se fazeis acepção de pessoas, cometeis pecado e a Lei vos acusa como transgressores.

Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial 33(34)

Este infeliz gritou a Deus e foi ouvido.

 Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo,  seu louvor estará sempre em minha boca.  Minha alma se gloria no Senhor;  que ouçam os humildes e se alegrem! 

 Comigo engrandecei ao Senhor Deus,  exaltemos todos juntos o seu nome!  Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu, / e de todos os temores me livrou. 

 Contemplai a sua face e alegrai-vos,  e vosso rosto não se cubra de vergonha!  Este infeliz gritou a Deus e foi ouvido,  e o Senhor o libertou de toda angústia.

Evangelho (Marcos 8,27-33)

Aleluia, aleluia, aleluia.

Senhor, tuas palavras são espírito, são vida; / só tu tens palavras de vida eterna! (Jo 6,63.68)

 

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos

Naquele tempo, 27Jesus partiu com seus discípulos para os povoados de Cesareia de Filipe. No caminho perguntou aos discípulos: “Quem dizem os homens que eu sou?” 28Eles responderam: “Alguns dizem que tu és João Batista; outros, que és Elias; outros, ainda, que és um dos profetas”. 29Então ele perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Pedro respondeu: “Tu és o Messias”. 30Jesus proibiu-lhes severamente de falar a alguém a seu respeito. 31Em seguida, começou a ensiná-los, dizendo que o Filho do Homem devia sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei, devia ser morto e ressuscitar depois d três dias. 32Ele dizia isso abertamente. Então Pedro tomou Jesus à parte e começou a repreendê-lo. 33Jesus voltou-se, olhou para os discípulos e repreendeu a Pedro, dizendo: “Vai para longe de mim, satanás! Tu não pensas como Deus, e sim como os homens”.

Palavra da salvação.


Sobre as Oferendas

Ó Deus, que este sacrifício nos purifique e renove e seja fonte de eterna recompensa para os que fazem a vossa vontade. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão

Eles comeram e beberam à vontade; o Senhor satisfizera os seus desejos (Sl 77,29s)

Depois da Comunhão

Ó Deus, que nos fizestes provar as alegrias do céu, dai-nos desejar sempre o alimento que nos traz a verdadeira vida. Por Cristo, nosso Senhor.


                              Reflexão sobre o Evangelho

                                Por Padre Donizete Ferreira - Sacerdote da Comunidade Canção Nova 

Seja simples na forma de manifestar a sua fé

“Então ele perguntou: ‘E vós, quem dizeis que eu sou?’ Pedro respondeu: ‘Tu és o Messias’. Em seguida, começou a ensiná-los, dizendo que o Filho do Homem devia sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei, devia ser morto, e ressuscitar depois de três dias. Então Pedro tomou Jesus à parte e começou a repreendê-lo. Jesus voltou-se, olhou para os discípulos e repreendeu a Pedro, dizendo: “Vai para longe de mim, Satanás!” Tu não pensas como Deus, e sim como os homens” (Marcos 8,29-33).

 

De uma pergunta inocente, nasce uma profissão de fé tão sintética, mas tão eficaz: “Tu és o Cristo”, a pergunta de Jesus parecia inocente, mas consegue retirar do coração de Pedro essa profissão de fé tão forte.

Às vezes, temos as nossas manifestações de fé — que são tão longas —, fazemos muitas orações, mas, muitas vezes, tão mecânicas, tão complexas, tão desconectadas da nossa vida; repetimos frases que nem conectamos o nosso coração com elas. Essa resposta tão sintética de Pedro nos ensina muito: às vezes, as coisas mais simples são as mais profundas; às vezes, nós precisamos um pouco mais de simplicidade na nossa forma de manifestar a nossa fé, não é uma crítica contra nenhuma manifestação de fé de nenhum tipo, mas que ela nunca seja mecânica, que ela nunca seja separada da nossa vida, porque o Verbo Divino se fez carne.

Algumas manifestações de fé nasceram da mediação de alguém, ou alguma situação, e são tão fortes que nos revelam a pessoa de Jesus. Certamente, na vida de Pedro existiu o seu irmão que apresentou Jesus a ele. Na nossa vida também, a pessoa de Jesus, talvez, foi descoberta pelo nosso coração através da mediação de alguém; e isso foi tão marcante que, até hoje, nós conseguimos ter memória desse fato.

Temos as nossas manifestações de fé, fazemos muitas orações, mas, muitas vezes, tão mecânicas

Não basta fazer a própria profissão de fé para dizer que eu pertenço a Cristo. Jesus mesmo deu, logo após a profissão de Pedro, o complemento daquilo que é a vida de um discípulo: sofrer e ser rejeitado, morto e ressuscitado. Existe um complemento e, muitas vezes, nos esquecemos dessa parte, dizer: “Tu és o Cristo, o filho de Deus”, comporta também dizer que Ele foi morto, ressuscitado, sofreu e padeceu. Nós também somos chamados a fazer esse mesmo itinerário.

A lógica mundana nos lábios de Pedro demonstra a nossa incapacidade de aceitar a cruz: “Longe disso, Senhor. Que isso nunca te aconteça”. Se amar é dar à vida, essa é a lógica de Jesus; a lógica totalmente contrária à lógica do mundo, que quer poupar os esforços, que quer poupar a própria vida, por isso, Jesus precisou exorcizar o coração de Pedro contra satanás, que quer se apoderar da vida dos filhos de Deus. Jesus precisou expulsar do coração de Pedro aquela mentalidade diabólica de rejeitar os sofrimentos, as tribulações e as lutas como parte também de um caminho de santificação e de salvação.

Acolhamos o Senhor neste dia de hoje, acolhamos a Sua Palavra e peçamos que Ele também exorcize o nosso coração, para que a nossa profissão de fé: “Tu és o Cristo, o filho de Deus”, também se complemente nas dores e nos sofrimentos da nossa vida presente.

Sobre todos vós, a bênção do Deus Todo-poderoso. Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

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