DONS EFUSOS (CARISMÁTICOS) DOM DE OPERAR MILAGRES #9- Formação continuada da FÉ
“Em verdade vos digo: se tiverdes fé como um
grão de mostarda, podereis dizer a este monte: – muda-te daqui para ali, – e
ele mudar-se-á. E nada vos será impossível” (Mt 17,20”
O dom dos milagres está intimamente relacionado com
o dom das curas. Este se restringe aos problemas da saúda do homem, ao passo
que o primeiro se estende também a eventos fora do homem e às leis da natureza.
O dom dos milagres é também um dom do Espírito Santo. São Paulo também o inclui
por ele mencionados, embora não o considere como o mais importante.
Hoje, será difícil encontrar alguém que creia na
atualidade dos milagres, quase todos temos até medo dos milagres. Compreende-se
que os não-crentes tenham medo dos milagres, pois esses são uma prova
irrefutável da existência do sobrenatural. Eles são como uma luz que cega, um
acontecimento revolucionário, uma força irresistível que obriga o homem a
colocar-se de joelhos.
Não se compreende, todavia, que também os cristãos tenham medo dos milagres. Teoricamente os crentes admitem os milagres, mas na
prática, eles os julgam algo grande demais para serem encarados pela mente
humana, hoje tão evoluída. Em geral, não há dificuldade em aceitar os milagres
do Evangelho ou da vida dos santos, mas quando se diz que aconteceu algum
milagre nos nossos dias, até mesmo bons católicos sentem-se embaraçadas.
Os milagres são tão necessários hoje como outrora.
Se ao nível da vida natural o milagre pode parecer um acontecimento
excepcional, no plano da salvação, de ordem sobrenatural, ele se manifesta como
elemento normal e essencial. Na verdade, toda a história da salvação está cheia
de milagres: a libertação do povo hebreu do Egito, a viagem pelo deserto, a
conquista da Palestina, são grandes eventos acompanhados de milagres.
A vida de Cristo é repleta de milagres. Com o milagre
em Caná da Galiléia, “Jesus deu início aos seus milagres e manifestou a sua
glória e os seus discípulos creram nele” (Jo 2,11).
As promessas de Jesus são simplesmente infalíveis.
“Em verdade, em verdade vos digo: quem crê em mim fará também ele as obras que
eu faço, antes, fará até maiores, porque eu vou para o Pai” (Jo 14,12). “Nada
vos será impossível” (Mt 17,20). “Tudo é possível a quem crê” (Mc 9,23). “Tende
fé em Deus. Em verdade vos digo: se alguém disser a esse monte: – sai e
lança-te ao mar – e não duvidar no seu coração, mas crer que o que diz se
cumprirá, ser-lhe-á concedido” (Mc 11,22-23). Jesus nos garantiu que tais
promessas são irreversíveis: “passarão o céu e a terra, mas as minhas palavras
não passarão” (Mt 24,35).
Os cristãos aceitam facilmente os “grandes
milagres”, como os chama santo Agostinho: a criação do mundo, o milagre da
vida, mas relutam em admitir os “milagres menores”, isto é, os acontecimentos
que subvertem os leis da natureza, graças à intervenção divina que se vale de leis
superiores por Deus mesmo, para o governo do mundo.
O movimento renovação carismática quer recordar aos
que lêem o Evangelho todos os dias que as promessas de Jesus são muito mais do
que simples palavras.
Todo cristã pode ter o dom dos milagres, como também
pode ser objeto de milagres. Todo cristão é capaz de mover montanhas, não
necessariamente de terra e pedras, mas montanhas de obstáculos. Todo cristão é
capaz de transformar situações que para a lógica humana podem até parecer
impossíveis.
Todo batizado, participa do poder de Cristo e,
logicamente, poderá também fazer as mesmas obras que Jesus fez. Todos os
crentes podem ter o dom dos milagres e não apenas alguns privilegiados.
O dom dos milagres é cada para cada indivíduo, mas
especialmente para a comunidade. O Espírito Santo prefere dá-lo mais à
comunidade do que a uma pessoa taumaturga - com maturidade de operar milagres.
A paz de Cristo e até breve!
Comentários
Postar um comentário