OS SACRAMENTOS: DO BATISMO
Deus ao criar o homem, além da vida natural,
concedeu-lhe uma vida sobrenatural. A graça sobrenatural ia ser a herança que
todos os homens transmitiriam a sua posteridade. Mas o homem rechaçou a Deus
cometendo o primeiro pecado, perdendo assim a Graça Santificante e a união com
Deus.
O próprio Deus, na pessoa de Jesus Cristo, ofereceu
a reparação infinita pela ingratidão do homem. Jesus iluminou o abismo que
havia entre a divindade e a humanidade.
Para restaurar na alma a graça perdida, Jesus
instituiu o Sacramento do Batismo. Através do Batismo a alma
passa a participar da própria vida de Deus e a essa participação chamamos Graça
Santificante.
É o Sacramento da iniciação cristã, pois nos liberta
do pecado original, nos faz sermos acolhidos pelo Pai e nos apresenta na Igreja
a qual incorporamos e nos tornamos templos vivos da Santíssima Trindade:
“Aquele que permanece em mim e eu nele, este dá muitos frutos, porque sem mim
nada podeis fazer”.
O Batismo é como uma semente que se planta, mas que
ao longo dos tempos, deve ser cultivada para que cresça e produza frutos; caso
contrário de nada adianta. Assim se não for cultivada no dia-a-dia, na oração,
na fé, na participação e na vivência de Deus, será uma semente que não
germinará.
Como sacramento ele significa a vida nova que o
cristão recebe, sendo apresentado na Bíblia através das figuras do Dilúvio (Gn
7 ) e a Passagem do Mar Vermelho (Ex 14, 15-31). Antes de Cristo, este
sacramento era administrado por João Batista que pregava a conversão para a
vinda do Salvador, por isso ele dizia: “Eu batizo com água, mas aquele que virá
depois de mim vos batizará no Espírito Santo”.
A palavra Batismo vem do grego Baptizium
que quer dizer: Imergir em Água.
Todo cristão deve permanecer fiel às promessas do
Batismo, principalmente àquela de nunca perder a Vida Divina pelo Pecado
Mortal, deve ser o “ sal da terra e luz do mundo” e sendo assim, elevado a
dignidade de filho de Deus.
A partir do dia de Pentecostes, a Igreja celebrou e
administrou o Batismo: “Arrependei-vos e cada um de vós seja batizado em nome
de Jesus Cristo para a remissão dos vossos pecados. Então, recebereis o dom do
Espírito Santo” (At 2, 38)
Os batizados se
vestem de Cristo.
O batismo é um banho que purifica, santifica e
justifica. Ele é um banho de água no qual a Palavra de Deus produz seu efeito
de vida.
O batismo nos abre as portas da Igreja.
Faz de nós participantes da assembleia congregada na
fé, que é a Igreja, o novo povo de Deus, o povo da nova e eterna Aliança.
Pelo batismo somos incorporados na Igreja, o Corpo
de Cristo. Feito membro da Igreja o batizado não pertence mais a si mesmo (I
Cor 6,19), mas àquele que morreu e ressuscitou por nós.
Na comunhão da Igreja, o batizado é chamado a ser
sinal e instrumento do Reino de Deus, a viver fraterna solidariedade e a
praticar a justiça. O batizado assume um compromisso de viver e testemunhar,
como membro de Cristo, a sua fé até as últimas consequências, de forma coerente
e fiel.
1º) Paga a dívida que o homem tem com Deus ao nascer.
Dívida essa contraída pelos nossos primeiros pais, através da desobediência
para com Deus.
2º) O Batismo nos torna filhos de Deus, irmãos de Jesus Cristo e
templos do Espírito Santo. Nós nos tornamos habitação da
Santíssima Trindade. "Viremos a ele e nele faremos nossa morada".
Jo14, 23.
3º) Infunde em nós as três virtudes teologais: Fé, esperança e
caridade. Essas virtudes são infundidas em nós em forma de
semente. Compete a nós, através da frequência aos Sacramentos, orações, leitura
da Bíblia e boas obras, fazer com que essa semente germine, cresça e dê bons
frutos.
4º) Nos faz herdeiros de Deus. Se somos filhos de Deus
também somos herdeiros. E a nossa herança é o céu.
5º) É o princípio. É a porta de entrada para os outros Sacramentos.
Sem o batismo não podemos receber nenhum outro Sacramento.
6º) Nos faz cristãos. Quer dizer, somos de Cristo.
Aqui está nossa vocação cristã, tornamo-nos seguidores de Cristo. Parecidos com
Cristo, pelas nossas obras, pela nossa conduta.
7º) Introduz à Igreja. O Batismo nos incorpora à
Igreja, nos faz ser Igreja. Faz de nós membros vivos e comprometidos com a
Igreja. A Igreja somos nós.
8º) Imprime caráter de Cristão. Se depois de batizados
pecamos mortalmente, cortamos a nossa união com Deus e o fluxo da sua graça;
perdemos a graça santificante, mas não o caráter batismal, que transformou a
nossa alma para sempre.
Fonte:
http://www.npdbrasil.com.br/religiao/Os_Sacramentos.htm

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