01/06/2021 - LITURGIA E REFLEXÃO DIÁRIA
SÃO JUSTINO FILÓSOFO E MARTIR (Vermelho, Prefácio Comum ou dos Mártires - Ofício da Memória)
Os pagãos me contaram suas fábulas, mas nada valem perante a vossa lei. Diante dos reis falei de vossa aliança sem me envergonhar, aleluia! (Sl 118,85.46)
Ó Deus, que destes ao mártir são Justino um profundo conhecimento de Cristo pela loucura da cruz, concedei-nos, por sua intercessão, repelir os erros que nos cercam e permanecer firmes na fé. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Leitura do livro de Tobias.
2 9 Mas Tobit temia mais a Deus que ao rei, e continuava a levar para a sua casa os corpos daqueles que eram assassinados, onde os escondia e os inumava durante a noite.
10 Ora, aconteceu que um dia, cansado desse trabalho, voltou para a sua casa e deitou-se junto à parede onde adormeceu.
11 Enquanto dormia, caiu-lhe de um ninho de andorinhas esterco quente nos olhos, e ele tornou-se cego.
12 Deus permitiu que lhe acontecesse essa prova, para que a sua paciência, como a do santo homem Jó, servisse de exemplo à posteridade.
13 Como havia sempre temido a Deus, desde a sua infância, e guardado seus mandamentos, ele não se afligiu (nem murmurou) contra Deus por ter sido atingido pela cegueira.
14 Mas perseverou firme no temor de Deus, e continuou a dar-lhe graças em todos os dias de sua vida.
Palavra do Senhor.
O coração do justo é firme e confiante no Senhor.
Feliz o homem que respeita o Senhor
e que ama com carinho a sua lei!
Sua descendência será forte sobre a terra,
abençoada a geração dos homens retos!
Ele não teme receber notícias más:
confiando em Deus, seu coração está seguro.
Seu coração está tranqüilo e nada teme,
e confusos há de ver seus inimigos.
Ele reparte com os pobres os seus bens,
permanece para sempre o bem que fez,
e crescerão a sua glória e seu poder.
Aleluia, aleluia, aleluia.
Que o Pai do Senhor Jesus Cristo nos dê do saber o Espírito, para que conheçais a esperança reservada para vós como herança! (Ef 1,17s)
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
Naquele tempo, 12 13 enviaram a Jesus alguns fariseus e herodianos, para que o apanhassem em alguma palavra.
14 Aproximaram-se dele e disseram-lhe: “Mestre, sabemos que és sincero e que não lisonjeias a ninguém; porque não olhas para as aparências dos homens, mas ensinas o caminho de Deus segundo a verdade. É permitido que se pague o imposto a César ou não? Devemos ou não pagá-lo?”
15 Conhecendo-lhes a hipocrisia, respondeu-lhes Jesus: “Por que me quereis armar um laço? Mostrai-me um denário”.
16 Apresentaram-lho. E ele perguntou-lhes: “De quem é esta imagem e a inscrição?” “De César”, responderam-lhe.
17 Jesus então lhes replicou. “Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”. E admiravam-se dele.
Palavra da Salvação.
Sobre as Oferendas
Ó Deus, nós vos pedimos: concedei-nos participar dignamente do mistério da eucaristia, que são Justino defendeu com admirável coragem. Por Cristo, nosso Senhor.
Nada quis saber entre vós, a não ser Jesus Cristo, e Jesus Cristo crucificado (1Cor 2,2).
Restaurados, ó Deus, pelo alimento celeste, nós vos suplicamos que, seguindo o ensinamento do mártir são Justino, permaneçamos sempre em ação de graças pelos dons recebidos. Por Cristo, nosso Senhor.
Reflexão sobre o Evangelho
Por Padre Roger Araújo - Sacerdote da Comunidade Canção Nova
Somente Deus merece o nosso louvor e adoração
“Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus” (Marcos 12,17).
Amados irmãos e irmãs, vejam que os fariseus e partidários de Herodes quiseram colocar Jesus numa situação difícil, mais do que difícil, eles quiseram usar de hipocrisia para o Mestre: “É lícito ou não pagar o imposto a César?”.
Queriam que Jesus se colocasse contra o pagamento dos impostos, das taxas, de todo o poder opressor que o império romano exercia sobre os povos que dominavam, o povo de Israel. Do outro lado, também queriam ver de Jesus se Ele concordaria com um cargo pesado como aquele. Nem uma coisa nem outra, cada coisa no seu lugar e a seu tempo.
Quando Ele pede a moeda, pergunta a eles o que estão vendo na moeda. Ali estão vendo a esfinge de César e a resposta do Mestre: “Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”, é para nos situar no mundo e no tempo em que estamos.
Se vivemos num mundo que tem suas leis, sua organização, submetemo-nos ao mundo que estamos. O mundo tem impostos, regras e leis, algumas são justas, outras nem tanto, mas estamos aí, e assim jogamos a regra do jogo. Isso é importante para a ordem social, para a organização, para a disciplina. Até podemos discordar, mas descumprir não.
Aquilo que é de Deus não se dá a César, não se dá aos homens
Olhamos a constituição de um país, há pontos convergentes, divergentes, mas todos somos submissos à constituição do país onde estamos. É justo que uma sociedade possa até se organizar para questionar e revisar pontos que não são sensatos das leis municipais, estaduais, federais e assim por diante. O que jamais nos dá o direito de descumprir as leis, as obrigações, as normas da empresa que trabalhamos, do lugar que estamos.
É preciso dar a César, é preciso dar aquele que está ali o que lhe é de direito. O que é direito de um cidadão é cumprir as leis e obrigações que regem a organização na qual ele faz parte, seja o país ou qualquer outra entidade.
É preciso dar a Deus o que é de Deus. A Deus o louvor, a honra e a glória. E aquilo que é de Deus não se dá a César, não se dá aos homens. Só Deus merece o nosso louvor, a nossa adoração e o lugar que é d’Ele.
E nenhum homem se equipara a Deus, coloca-se no ponto de Deus. Nenhum culto que damos Ele podemos dar aos homens. Não é só uma questão de dar a César, é uma questão de dar a Deus o que é d’Ele. Muitas vezes, cumprimos as nossas obrigações civis, mas não damos a Deus o que Lhe é próprio.
Deus abençoe você!
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