O QUE É UM PECADO MORTAL? QUAIS AS CONSEQUÊNCIAS?
É deste modo que os pecados cometidos pelos homens, conforme a sua gravidade, são divididos em mortais ou veniais.
O pecado mortal (ou grave) é uma desobediência
grave à Deus e à sua Lei, atenta mais gravemente contra o Amor de Deus,
desviando o ser humano de sua finalidade última e da Bem-aventurança,
excluindo-o do estado de graça.
O pecado é
mortal quando:
1 – A matéria é grave (ou seja, quando se
trata de algo importante)
2 – Existe o conhecimento de causa (ou seja, quando
a pessoa sabe o que está fazendo)
3 – Há a vontade deliberada (ou seja, quando se
faz por querer)
Se faltar um
desses três itens o pecado é leve ou
venial e entende-se aquele ato que não separa o homem totalmente de Deus,
mas que fere a Comunhão com o Criador.
E ainda, tem o pecado eterno (imperdoável) que é tema para outro post no qual veremos sobre "Blasfêmia contra o Espírito Santo"...
E ainda, tem o pecado eterno (imperdoável) que é tema para outro post no qual veremos sobre "Blasfêmia contra o Espírito Santo"...
Que pecados nos impedem de comungar?
O pecado
mortal é assim chamado porque nos faz perder
a graça de Deus, ou seja, a comunhão com Deus, levando nossa alma a um
estado de morte.
Quem comete um pecado mortal, rompe por própria escolha a amizade com Deus e coloca-se debaixo da julgo de satanás. É por isso que a Bíblia diz que todo aquele que peca é do diabo (IJo. 3,8).
Quem comete um pecado mortal, rompe por própria escolha a amizade com Deus e coloca-se debaixo da julgo de satanás. É por isso que a Bíblia diz que todo aquele que peca é do diabo (IJo. 3,8).
O pecado
mortal é o maior mal e a maior desgraça que um ser humano pode fazer nesta
vida, justamente porque nos faz perder nosso maior bem que é Deus.
Quem comete um pecado mortal torna-se réu do inferno, ou seja, torna-se merecedor do inferno, de modo que se morrer nesse estado, sem arrependimento, irá direto para o inferno.
Quem comete um pecado mortal torna-se réu do inferno, ou seja, torna-se merecedor do inferno, de modo que se morrer nesse estado, sem arrependimento, irá direto para o inferno.
A gravidade
dos pecados podem ser maior ou menor.
Exemplos dos pecados mortais - contra os mandamentos de Deus - e comuns hoje em dia são:
I MANDAMENTO: AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS
“EU
SOU O SENHOR TEU DEUS, NÃO TERÁS OUTRO DEUS DIANTE DE MIM”
ü
Negligência na oração (distrações voluntárias, poucas orações)
ü
Ficar mais de um mês sem rezar
ü
Ingratidão para com Deus
ü
Preguiça espiritual
ü
Ódio a Deus ou à Igreja Católica
ü
Tentar a Deus (explicitamente ou implicitamente, por exemplo,
expondo-se a um perigo para alma, para a vida ou para a saúde sem causa grave)
ü
Não se comportar adequadamente em uma Igreja (por exemplo, não
fazer a genuflexão para o Santíssimo Sacramento ao entrar ou sair de uma
Igreja, etc.)
ü
Excessivo apego a coisas/criaturas (por exemplo, afeição exagerada
a animais, fanáticos por esportes, ter ídolos de TV, música, cinema, amor pelo
dinheiro, prazer ou poder)
ü
Idolatria (adorar falsos deuses bem como honrar uma criatura no
lugar de Deus: como Satanás, a ciência, os ancestrais, o país)
ü
Superstição (atribuição de poderes a uma coisa criada que não os
possui. Muitas vezes, por ignorância das pessoas, não passa de pecado venial)
ü
Hipnotismo (sem causa grave)
ü
Adivinhação (comunicação com Satanás, demônios, mortos ou outras
práticas falsas para descobrir o desconhecido, consultar horóscopos, astrologia,
leitura da mão, ver a sorte, etc.)
ü
Atribuição de importância indevida aos sonhos, presságios,
destino.
ü
Todas as práticas de magia (branca ou negra) ou feitiçaria (por
exemplo, bruxaria, vodu)
ü
Usar amuletos
ü
Jogar com quadros Ouija ou mesas giratórias (tabuleiro para
comunicação com espíritos)
ü
Frequentar falsas doutrinas (espiritismo, macumbaria, maçonaria,
magia, etc.)
ü
Espiritismo (falar com os espíritos)
ü
Sacrilégio (profanar ou tratar indignamente os sacramentos,
particularmente a Santa Eucaristia, bem como as demais ações litúrgicas,
profanar ou tratar indignamente pessoas religiosas, coisas santas, como os
vasos sagrados ou estátuas, ou ainda lugares consagrados a Deus)
ü
Sacrilégio ao receber um sacramento, especialmente a Santa
Eucaristia, em estado de pecado mortal
ü
Simonia (comprar ou vender coisas espirituais)
ü
Uso profano ou supersticioso de objetos abençoados (às vezes para
se manter no pecado)
ü
Materialismo prático (acreditar que se precisa somente de coisas
materiais e desejar somente a elas)
ü
Humanismo ateu (que considera falsamente que o homem é um fim em
si mesmo, e com supremo controle sobre sua própria história, ou completamente
autônomo)
ü
Ateísmo em geral (rejeita, nega e duvida da existência de Deus,
seja em teoria ou na prática, isto é, ignorando-O na vida diária)
ü
Agnosticismo (que postula a existência de um ser transcendental
que é incapaz de se revelar, e sobre quem nada pode ser dito; ou não fazer
nenhum julgamento sobre a existência de Deus, declarando ser impossível
prová-la ou mesmo de afirmá-la ou negá-la)
ü
Pecados contra a fé
ü
Dúvida voluntária de algum artigo da fé
ü
Ignorância deliberada das verdades da fé que devem ser conhecidas
ü
Falar contra uma doutrina da Igreja Católica
ü
Negligência em se instruir na fé segundo o próprio estado
ü
Credulidade imprudente (como dar crédito a revelações privadas
muito facilmente ou acreditar em revelações privadas que foram condenadas pelas
autoridades legítimas da Igreja)
ü
Apostasia (abandono completo da fé)
ü
Heresia (negar uma ou mais verdades da fé)
ü
Indiferentismo (acreditar que uma religião é tão boa quanto as
demais, e que todas as religiões são igualmente verdadeiras e agradáveis a
Deus, ou que se é livre para aceitar ou rejeitar uma ou todas as religiões)
ü
Ler ou fazer circular livros ou escritos contrários à crença ou à
prática Católica de tal modo que a fé, própria ou alheia, é comprometida
ü
Ouvir música cuja letra é contrária à religião católica
ü
Permanecer em silêncio quando questionado sobre a própria fé (é
pecado grave, se se trata da autoridade legítima que questiona)
ü
Tomar parte em um culto herético ou cismático
ü
Ouvir a pregação de um ministro de falsa religião
ü
Aderir ou apoiar grupos maçônicos ou outras sociedades proibidas
(teosofia, rosa cruz, etc... lembrar também que Rotary e Lion’s são a porta
para a maçonaria)
ü
Inscrever-se ou votar em associações ou partidos abortistas ou que
defendem ideias gravemente contrárias à família (como PT, PC do B, PSOL, PV,
PSTU, PDT, etc.),
ü
Pecados contra a esperança
ü
Desespero da misericórdia de Deus (desistir de toda esperança de
salvação e dos meios necessários para ser salvo, a não ser confundido com mero
sentimento de desânimo)
ü
Falta de confiança no poder de Sua Graça para apoiar-nos nos
apuros ou na tentação
ü
Não recorrer a Deus e aos santos nos momentos de tentação
ü
Nenhum desejo de possuir a felicidade eterna no paraíso ou após a
vida terrena
ü
Presunção (esperar pela salvação sem ajuda de Deus ou pressupor o
perdão de Deus sem conversão ou esperar obter a glória do paraíso sem mérito)
ü
Presunção da misericórdia de Deus ou na suposta eficácia de certas
práticas de piedade para continuar no pecado
ü
Recusa de qualquer dependência de Deus
ü
Pecados contra a Caridade
ü
Não fazer um ato de caridade em intervalos regulares durante a
vida, particularmente em momentos de necessidade
ü
Egoísmo (alguém se preocupa somente consigo mesmo, elogia-se, é
interesseiro, gosta de receber elogios)
ü
Pensamentos deliberadamente revoltosos contra Deus
ü
Jactância, orgulho do próprio pecado ou alardear o próprio pecado
ü
Violar a lei de Deus ou omitir boas obras por respeito humano
ü
Impaciência diante das adversidades e provações
II MANDAMENTO: NÃO TOMARÁS O NOME DO SENHOR TEU DEUS EM
VÃO
ü
Desonra de Deus por uso profano ou desrespeitoso de seu Nome, ou
do Santo Nome de Jesus Cristo, da Santíssima Virgem Maria e de todos os santos
ü
Blasfêmia (insultar a Deus, Nosso Senhor Jesus Cristo, a Igreja
Católica, a Santíssima Virgem Maria ou os santos por palavras ou por gestos)
ü
Ouvir músicas blasfemas
ü
Perjúrio (prometer algo sob juramento sem ter a intenção de cumpri-lo,
ou quebrar uma promessa feita sob juramento. Grave ou não dependendo da
gravidade do perjúrio)
ü
Fazer juramentos falsos ou desnecessários (chamar a Deus como
testemunha a uma mentira. Grave ou não, dependendo da gravidade do que se jura
falsamente)
ü
Amaldiçoar a si mesmo ou a outros (se tiver intenção de dizer
realmente o que disse, há pecado grave).
ü
Murmurar, reclamando das disposições da providência divina
ü
Quebrar votos ou promessas feitas a Deus (pode ser grave,
dependendo da importância do voto ou promessa)
ü
Irreverência na Igreja, falando durante a Missa ou em uma Igreja
sem razão suficiente ou distrair os demais; vestindo-se de forma inapropriada
na Igreja ou por qualquer outro comportamento impróprio
III MANDAMENTO: LEMBRA-TE QUE DEVES SANTIFICAR O DIA DO
SENHOR
ü
Omissão da oração e do culto divino; todo trabalho servil
desnecessário e tudo que impede a santificação do dia do Senhor, exemplo: faltar
missa dominical por preguiça ou comodismo
ü
Comércio desnecessário, isto é, comprar e vender nos Domingos e
Dias de Guarda
ü
Profanar estes dias, por frequentar companhia impiedosa, com
diversões pecaminosas, jogos de azar, dança indecente, ou excessos com bebida
IV MANDAMENTO: HONRA TEU PAI E TUA MÃE
Para
os pais:
ü
Odiar os filhos
ü
Amaldiçoar os filhos
ü
Dar escândalo a eles ao praguejar, beber, etc.
ü
Deixar que cresçam na ignorância, indolência ou pecado
ü
Demonstrar parcialidade habitual para com os filhos sem causa
ü
Adiar o batismo de uma criança (mais de um mês, é considerado, em
geral, pecado mortal)
ü
Negligência no cuidado da saúde corporal, instrução religiosa,
quanto às companhias com que andam, aos livros que lêem, diversões, etc.
ü
Não corrigir quando necessitam
ü
Ser duro ou cruel nas correções
ü
Enviar os filhos para escolas protestantes ou outras escolas perigosas
(esotéricas, de outra religião)
ü
Negligência em conduzi-los à Missa aos Domingos e Dias Santos de
Guarda e na recepção dos sacramentos
Para
as crianças:
ü
Toda forma de raiva ou aversão contra os pais e demais superiores
legítimos
ü
Desdenhar os pais
ü
Desejar algum mal a eles
ü
Ameaçá-los ou levantar a mão contra eles
ü
Afligir os pais por ingratidão ou má conduta
ü
Provocá-los à raiva
ü
Ofendê-los
ü
Insultá-los
ü
Não ajudá-los em suas necessidades
ü
Desprezo ou desobediência às suas ordens legítimas (sobretudo
quanto às más companhias e diversões e quanto aos deveres de estado, como
estudo)
Maridos
e esposas:
ü
Maltrato (isto é, tratar o cônjuge sem consideração pelo bem-estar
dele e sem preocupação com a caridade)
ü
Colocar obstáculos ao cumprimento de seus deveres religiosos
ü
Negar-se a render o débito conjugal sem ter causa realmente justa
para tanto
ü
Falta de paciência quanto às faltas um do outro ou dureza quanto a
elas
ü
Ciúmes despropositados
ü
Negligência nos deveres domésticos
ü
Mau humor, aborrecimento sem motivo
ü
Palavras injuriosas
ü
Negligências na busca de meios seguros de sustento da família por
causa de preguiça ou timidez
ü
Súditos da Igreja e do Estado
ü
Desrespeitar e desobedecer aos superiores espirituais, como o
Papa, os bispos e os padres da Igreja em suas ordens legítimas; comportar-se de
maneira soberba e insultante em relação a eles; recusar a rezar por eles, ou
pela conversão deles.
ü
Deixar de rezar pelo próprio país, pelo seu governo;
ü
colocar o país acima de Deus;
ü
tomar parte em questões subversivas (atividades revolucionárias);
ü
juntar-se a alguma associação Comunista ou Liberal;
ü
resistir às autoridades legais do país, tomando parte em alguma
violência de multidão, ou perturbando a paz pública;
ü
votar em partidos comunistas ou socialistas.
Para
os empregadores:
ü
Não permitir aos empregados tempo razoável para o cumprimento dos
deveres e instrução religiosos
ü
Dar mau exemplo a eles ou permitir que outros o façam
ü
Não pagar os salários legais
ü
Não cuidar deles na doença
ü
Demiti-los arbitrariamente sem causa
ü
Imposição de políticas desproporcionadas
Para
os empregados:
ü
Desrespeito aos empregadores
ü
Falta de obediência em matéria que se tenha obrigado a obedecer
(por exemplo, cumprindo um contrato justo)
ü
Perda de tempo (sobretudo com internet)
ü
Negligência no trabalho
ü
Gasto de propriedade do empregador por desonestidade, por falta de
cuidado ou por negligência
ü
Violar políticas do local de trabalho sem razão suficiente
ü
Para profissionais ou servidores públicos
ü
Falta de conhecimento culpável no que se refere aos deveres do
ofício ou profissão
ü
Negligência na execução de tais deveres
ü
Injustiça ou parcialidade
Para
os professores:
ü
Negligência no progresso daqueles confiados ao seu cuidado
ü
Punição injusta, inconsiderada ou excessiva
ü
Parcialidade
ü
Mau exemplo
ü
Ensino de máximas falsas ou incertas (ensinar coisas falsas como
verdadeiras)
Para
os estudantes:
ü
Desrespeito
ü
Desobediência
ü
Teimosia
ü
Indolência, preguiça
ü
Perda de tempo
ü
Dar-se a distrações inúteis (festas e recreações indevidas,
internet, televisão)
Para
todos:
ü
Desprezo das leis justas do Estado e do país bem como da Igreja
ü
Desobediência à autoridade legítima
ü
Desobediência das leis civis
V MANDAMENTO: NÃO MATARÁS
ü
Causar morte ou lesão física de alguém por ação própria,
participação, instigação, conselho, consentimento ou silêncio
ü
Ter a intenção de matar alguém
ü
Assassinato
ü
Realizar aborto ou ajudar alguém a procurar um aborto (o penitente
deve estar ciente que abortar, praticar ou ajudar em um aborto incorre em
excomunhão, se o aborto se consumar)
ü
Eutanásia
ü
Retirar os meios ordinários para um paciente terminal ou moribundo
ü
Suicídio
ü
Tentativa de suicídio, sérios pensamentos de cometer suicídio
ü
Brigar
ü
Rixas
ü
Ter ódio das pessoas (quando se deseja o mal ao próximo)
ü
Desejo de vingança
ü
Tortura humana
ü
Difamar e/ou caluniar pessoas,
ü
Gula (beber ou comer em excesso)
ü
Embriagar-se ou fazer uso de drogas (abuso de álcool, medicamentos
ou drogas)
ü
Colocar em perigo a vida de outros (como beber e dirigir, dirigir
muito rápido, etc.)
ü
Colocar em risco a própria vida ou um membro do corpo sem uma
razão suficiente (por exemplo, acrobacias arriscadas, roleta russa, etc.)
ü
Descuido em deixar expostos venenos, drogas perigosas, armas, etc.
ü
Mutilação do corpo, (como castração, por exemplo).
ü
Vasectomia, ligadura ou outro procedimento para evitar os filhos
(apesar da prática muito generalizada, mesmo entre católicos, trata-se de
pecado mortal, ainda que haja motivos legítimos para evitar os filhos. É
preciso buscar a reversão da cirurgia, se ainda existe a possiblidade de
fertilidade)
ü
Histerectomia (sem causa médica suficiente)
ü
Inseminação artificial ou fertilização in vitro ou algo semelhante
(apesar da prática muito generalizada, mesmo entre católicos, trata-se de
pecado mortal)
ü
Pesquisas científicas imorais e suas aplicações
ü
Mau exemplo ou escândalo, levando outros a pecar
ü
Desrespeito pelos moribundos ou pelos mortos
ü
Não tentar evitar a guerra
ü
Mostrar aversão ou desprezo pelos outros
ü
Recusar falar com outros quando cumprimentado
ü
Ignorar ofertas de reconciliação, especialmente entre parentes
ü
Fomentar um espírito que não perdoa o próximo
ü
Zombaria e escárnio
ü
Insultos
ü
Ações ou palavras irritantes
ü
Tristeza pela prosperidade alheia
ü
Alegrar-se pela miséria alheia
ü
Inveja pela atenção dada aos outros
ü
Comportamento tirânico
ü
Induzir os outros ao pecado pela palavra ou pelo exemplo
ü
Prejudicar a saúde pelo excesso de indulgência
ü
Dar álcool aos outros sabendo que irão abusar dele
ü
Vício em jogos de azar (coloca em perigo o sustento próprio ou da
família?)
ü
Tomar contraceptivos (pílulas) que podem ou não ser abortivos
(pílulas e outros: apesar da prática generalizada mesmo entre católicos,
trata-se de pecado mortal, ainda que haja motivos legítimos para evitar os
filhos)
ü
Uso de métodos profiláticos ou de barreira (camisinhas, DIU, etc) para
evitar a gravidez (mesma observação do pecado precedente)
ü
Utilizar métodos naturais para evitar filhos possuindo uma
mentalidade contraceptiva
ü
Esterilização direta (vide vasectomia, ligadura de trompas e
outros métodos anticoncepcionais)
ü
Causar morte ou sofrimento desnecessário aos animais
VI MANDAMENTO: NÃO COMETERÁS ADULTÉRIO (ou não pecar contra a castidade ou atos impuros)
ü
Mencionar as circunstâncias que mudam a natureza do pecado: o sexo
da outra pessoa, o parentesco, o estado (próprio e do outro) de casado,
solteiro ou vinculado a um voto;
ü
Pecados contra o sexto mandamento:
ü
Impureza e imodéstia nas palavras, nos olhares e nas ações, seja
sozinho ou com outros
ü
Contar ou ouvir piadas sujas; falar ou ouvir (consentindo) coisas
indecentes, ou com duplo sentido
ü
Vangloriar-se da própria imoralidade
ü
Utilizar roupas imodestas (minissaias, calças apertadas, decotes
arrojados, blusas e saias transparentes, biquínis, etc.)
ü
Comprar, alugar ou assistir filmes, programas de TV ou ler livros,
revistas ou outras coisas indecentes (não somente pornografia, mas também tudo
que contenha impurezas, o que é generalizado hoje como novelas com cenas
imorais, BBBs, etc)
ü
Expor-se voluntariamente a ocasiões de pecado por curiosidade
pecaminosa, por manter companhia perigosa, por frequentar locais perigosos,
diversões perigosas ou pecaminosas (festas ou shows mundanos - carnaval,
boates, raves, bailes funks, etc.); por danças indecentes (quase todas as
modernas) ou jogos indecentes; por familiaridade indevida com pessoas do sexo
oposto
ü
Manter companhia pecaminosa, ou morar com alguém que não é o
cônjuge, viver junto sem ser casado (amasiados ou casados só no civil),
ü
Ser tentação nessa matéria para os outros, pelo modo de falar, de
se comportar, de se vestir, ou insinuando-se
ü
Ouvir música cuja letra é indecente ou cujo ritmo favoreça a
sensualidade
ü
Masturbação (é habitual?)
ü
Prática sexual fora do casamento (sexo antes do casamento ou
adultério, fornicação, prática homossexual, etc),
ü
Prostituição
ü
Sodomia (práticas homossexuais)
ü
Outras práticas contrárias à natureza
ü
Adultério (também em pensamentos)
ü
Divórcio
ü
Poligamia
ü
Incesto
ü
Abuso sexual
ü
Estupro
ü
Beijo sensual, prolongado
ü
Carícias ou preliminares fora do contexto do matrimônio ou dentro
do contexto do matrimônio sem serem ordenadas à consumação do ato conjugal
natural, com perigo de polução(ejaculação involuntária)
ü
Ato conjugal consumado de modo inapto à procriação
ü
Negar o débito conjugal sem razão realmente legítima para tanto
ü
Danças imodestas
ü
Namoro indecente, sem tomar as devidas precauções para guardar a
pureza e a fé
ü
Namoro quando não deveria, sem a maturidade suficiente, sem
intenção de casar-se
VII MANDAMENTO: NÃO ROUBARÁS
ü
Quanto aos pecados contra a justiça, é preciso dizer ao sacerdote
– o mais exatamente possível – o valor do que foi furtado/roubado, ou a quantidade
dos danos causados pela sua injustiça, de modo que o padre possa julgar se os
pecados são mortais ou não. Dizer se já restituiu. Sem a restituição ou o firme
propósito de fazê-la, o pecado não será perdoado.
ü
Pecados contra o sétimo mandamento:
ü
Roubo (quanto?)
ü
Pequenos furtos (por exemplo, tomar coisas do lugar de trabalhos
às quais não se tem direito ou tomar dinheiro de um membro da família sem sua
permissão)
ü
Trapacear
ü
Plágio
ü
Quebra de regulamentação de direito autoral (por exemplo,
fotocopiar algo sem autorização e sem ter causa suficientemente séria para
tanto ou com fins comerciais)
ü
Manter consigo objetos emprestados ou perdidos sem fazer uma
tentativa razoável de restituir a propriedade alheia
ü
Possessão de bens ilícitos
ü
Aconselhar ou pedir a alguém que prejudique outra pessoa ou
danifique seus bens
ü
Danificar por descuido ou malícia a propriedade alheia
ü
Ocultação de fraude, roubo ou dano quando se tem dever de dar a
informação
ü
Sonegação de impostos ao não pagar os impostos justos
ü
Fraude comercial
ü
Desonestidade na política, nos negócios, etc.
ü
Não pagar dívidas justas no tempo correto e não fazer os esforços
e sacrifícios necessários nesse sentido, por exemplo, juntando gradualmente a
quantia devida
ü
Não fazer a reparação ou compensação a alguém que esteja sofrendo
por danos injustos
ü
Aumentar os preços tirando proveito da ignorância ou necessidade
alheia
ü
Usura (emprestar dinheiro a altos juros a alguém em dificuldade
financeira)
ü
Especulação na qual alguém planeja manipular artificialmente o
preço dos bens para levar vantagem com prejuízo dos demais
ü
Corrupção na qual alguém influencia o julgamento daqueles que
devem decidir em questões legais
ü
Aceitar suborno ou oferecer suborno
ü
Apropriação e uso de bens comuns de uma empresa para propósitos
privados
ü
Trabalho mal feito
ü
Pagar salários injustos ou desprover um empregado de benefícios
devidos
ü
Falsificação de cheques e faturas
ü
Emitir cheques sabendo que não há fundo suficiente para cobri-lo
ü
Despesas e gastos excessivos
ü
Não manter promessas ou acordos contratuais (sendo os compromissos
moralmente justos)
ü
Jogar e apostar (privando-se dos meios necessários de vida para si
ou para outros)
ü
Gasto excessivo ou desnecessário de bens, recursos, dinheiro ou
fundos
Examine se
você reparou toda a injustiça feita por você mesmo. Seus pecados não serão
perdoados enquanto você recusar ou deliberadamente negligenciar fazer um
reparo. Se o que você adquiriu injustamente não está mais em sua possessão,
devolva o seu valor. Se não puder devolver o valor inteiro, devolva pelo menos
uma parte sem atraso. Se não puder devolver de uma vez, você deve ter a firme e
sincera resolução de fazê-lo o mais breve possível e deve também procurar
seriamente adquirir o meio de fazê-lo. A obrigação de restituição é compulsória
até que seja totalmente exonerada. A restituição deve ser feita ao dono. Se o
dono não puder ser achado, você deve dar o dinheiro aos pobres, à Igreja, ou a
alguma obra de caridade.
VIII MANDAMENTO: NÃO DARÁS FALSO TESTEMUNHO CONTRA O TEU
PRÓXIMO
ü
Mentir (a mentira chegou a prejudicar alguém, gravemente ou não?)
ü
Dizer palavrões, grosserias
ü
Vangloriar-se
ü
Lisonja (bazófia)
ü
Hipocrisia
ü
Exagero
ü
Ironia
ü
Sarcasmo
ü
Dano injusto (sem ter justa causa) ao nome alheio seja pela
revelação de faltas verdadeiras escondidas (detração); revelação de falsos
defeitos (calúnia ou difamação); contando histórias ou espalhando rumores. (É
preciso restituir a boa fama que foi injustamente prejudicada)
ü
Criticar os outros, escutar com prazer os outros sendo criticados;
ü
Fazer fofocas
ü
Desonrar injustamente outra pessoa em sua presença (injúria)
ü
Julgamento precipitado (acreditar firmemente, sem razão
suficiente, que alguém possui um defeito moral ou fez algo errado)
ü
Revelar segredos
ü
Publicar (sem causa proporcionalmente grave) segredos que causem
descrédito aos outros, mesmo se for verdade
ü
Recusar ou demorar em restituir o bom nome que foi manchado
ü
Acusações sem fundamento
ü
Suspeitas infundadas
ü
Julgamentos precipitados sobre os outros em nossa própria mente
IX MANDAMENTO: NÃO COBIÇARÁS A MULHER DO PRÓXIMO
ü
O nono mandamento proíbe todo pensamento e desejo impuro com os
quais nos comprazemos deliberadamente, pensando neles voluntariamente ou
consentindo neles de bom grado quando tais paixões ou pensamentos impuros vêm à
nossa mente. O penitente deve ter em mente que se deleitar deliberadamente ou
consentir em qualquer pecado listado no sexto mandamento pode ter o mesmo grau
de gravidade de executá-lo de fato, isto é, trata-se de pecado mortal ou
venial, segundo o pecado e conforme haja plena advertência e pleno
consentimento.
X MANDAMENTO: NÃO COBIÇARÁS OS BENS DE TEU PRÓXIMO
ü
Inveja (desejar os bens de outrem)
ü
Ciúmes (zelo para manter um bem querido longe dos outros)
ü
Ganância e o desejo sem limites de ter bens materiais (avareza)
ü
Desejo de enriquecer a qualquer preço
ü
Negócios ou profissões que esperam circunstâncias desfavoráveis
aos outros para que possam assim lucrar pessoalmente com isso
ü
Inveja dos sucessos, talentos, bens espirituais ou temporais
alheios
ü
Desejar cometer injustiça prejudicando alguém para obter seus bens
temporais
ü
Alegrar-se ou consentir nos pecados contra o sétimo mandamento.
OS PRECEITOS DA SANTA IGREJA
Além dos Dez
Mandamentos da Lei de Deus, os fieis são também obrigados a seguir os Preceitos
da Igreja. O poder de fazer estas leis vem de Nosso Senhor Jesus Cristo, e
inclui tudo o que é necessário para o governo da Igreja e para a direção dos
fieis, a fim de que alcancem a salvação eterna.
PRIMEIRO PRECEITO: ASSISTIR À SANTA MISSA TODOS OS
DOMINGOS E DIAS SANTOS DE GUARDA
São nove os
dias de preceito no Brasil, já que a São José (19 de março) não o é. Muitos
desses dias são transferidos para o Domingo seguinte, pelo fato de não haver
feriado civil.
ü
Natal do Senhor (25 de dezembro)
ü
Circuncisão do Senhor (1º de janeiro)
ü
Epifania (6 de Janeiro. No Brasil, transferido para o Domingo
seguinte)
ü
Ascensão (quarenta dias depois da Páscoa. No
Brasil, transferido para o Domingo seguinte.)
ü
Corpus Christi (Quinta-feira depois do Domingo da Santíssima
Trindade.)
ü
Santos Apóstolos Pedro e Paulo (29 de junho. No
Brasil, transferido para o Domingo seguinte)
ü
A Assunção da Santíssima Virgem (15 de agosto. No Brasil,
transferido para o Domingo seguinte.)
ü
Todos os Santos (1º de novembro. No Brasil, transferido para
o Domingo seguinte.)
ü
Imaculada Conceição da Santíssima Virgem (08 de dezembro)
A Santa
Igreja nos obriga a nos abster de todo trabalho servil nos Dias Santos de
Guarda, como nos Domingos, na medida do possível. Os católicos que devem
trabalhar nos Dias Santos de Guarda são obrigados a assistir a Santa Missa a
não ser que sejam escusados por uma causa proporcionalmente grave. Esse preceito
pode ser violado ao não assistir a Missa nos dias prescritos ou ao se chegar
atrasado à Missa sem razão suficiente. Dependendo da qualidade e da quantidade
do atraso, pode ser pecado leve ou grave.
SEGUNDO PRECEITO: JEJUAR, ABSTER-SE DE CARNE E FAZER
PENITÊNCIA NOS DIAS PRESCRITOS
ü
A lei da abstinência obriga aqueles que completaram 14 anos de
idade até o fim da vida. A lei do jejum obriga aqueles que atingiram sua
maioridade (18 anos) até o início de seus 60 anos.
ü
Jejuar significa comer menos comida do que normalmente se come.
Nos dias de
jejum, é permitido comer uma refeição completa e duas outras menores que,
juntas, não passem a quantidade de uma refeição completa. Os dias de jejum são a Quarta-feira de Cinzas e a Sexta-feira Santa.
Nos dias de abstinência, é proibido comer carne. Os dias de
abstinência são: todas as sextas-feiras
do ano e a quarta-feira de cinzas.
No Brasil, a abstinência pode ser comutada (salvo na quarta-feira de cinzas e
na sexta-feira santa) por outras formas de penitência, principalmente em obras
de caridade e exercícios de piedade. Uma penitência substituta permitida
poderia ser: dizer um terço, a Via Sacra, visitar os doentes ou presos, etc. O
mais aconselhável é guardar a tradicional abstinência.
TERCEIRO PRECEITO: CONFISSÃO DOS PECADOS
MORTAIS AO MENOS UMA VEZ POR ANO
A Santa
Igreja insta-nos a confessar-nos frequentemente, mas nos obriga a fazê-lo
somente uma vez por ano para admoestar aqueles que possam ter a presunção da
misericórdia de Deus, o que é um pecado contra o Espírito Santo. Os pais devem
preparar seus filhos para a confissão tão logo a criança aprenda a distinguir o
certo do errado (isto é, por volta dos sete anos de idade). A obrigação de se
confessar uma vez por ano obriga somente àqueles que cometeram um pecado mortal
e não se confessaram por pelo menos um ano.
QUARTO PRECEITO: RECEBER A SANTA COMUNHÃO DURANTE O
PERÍODO DA PÁSCOA
O período da
Páscoa para a comunhão pascal começa na Quinta-feira
Santa e termina no Primeiro Domingo depois de Pentecostes (Festa da
Santíssima Trindade). Entretanto, após ter recebido a Primeira Comunhão, é
fortemente recomendado que se receba este magno Sacramento frequentemente
durante a vida (mesmo diariamente, se possível, como recomendado pelo Papa São
Pio X).
QUINTO PRECEITO: CONTRIBUIR PARA O SUSTENTO DA
IGREJA E DE SEUS MINISTROS
Este preceito
(DIZIMO) requer que cada um preste auxílio às necessidades materiais da Igreja
conforme suas possibilidades.
SEXTO PRECEITO: OBSERVAR AS LEIS DA IGREJA NO QUE
TANGE À CELEBRAÇÃO DO MATRIMÔNIO
Casei-me ou
ajudei alguém a se casar, sem a permissão da Santa Igreja, diante de um oficial
do Estado ou de um Ministro protestante ou acatólico? Ou sem a dispensa
necessária para os graus de parentesco proibidos? Ou com qualquer outro impedimento
conhecido? Separou-se sem causa justa? Separou-se e juntou-se com outra pessoa,
em segunda união?
Enfim, é tudo
aquilo que nos deixa incomodados e nos afasta de Deus.
A pessoa que
está em estado de pecado mortal NÃO pode comungar, pois a SS Eucaristia é
sacramento dos vivos, ou seja, só pode comungar quem está na graça de Deus, sem
pecados mortais. Quem comunga estando em pecado mortal comete o gravíssimo
pecado do sacrilégio, ou seja, da profanação do Santíssimo Corpo e Sangue de
Deus.
A pessoa que se arrepende de seus pecados,
por mais numerosos e graves que sejam, poderá recuperar a graça de Deus e
portanto a amizade com Cristo, se arrependida confessar seus pecados com o sacerdote e receber a absolvição
sacramental (Jo. 20,22-23).
A pessoa que
morre em estado de pecado mortal se condena para sempre ao inferno (Mt. 25,
41). Por isso devemos nos esforçar para amar a Deus de verdade e fugir de todo
pecado e de toda ocasião de pecado, pois só se salvam aqueles que no momento de
sua morte estão na graça de Deus, ou seja, sem pecados mortais.
Mas se por
fraqueza, ilusão ou orgulho cairmos em algum pecado mortal, não permaneçamos
deste modo, fora da comunhão com Deus… busquemos um sacerdote e contritos
confessemos nossos pecados. Deus não rejeita ninguém que arrependido lhe suplica
seu perdão. Devemos nos confessar com
frequência (quinzenalmente ou ao menos mensalmente) como ensina o Código de
Direito Canônico.
O amor de Deus é maior do que todos os nossos pecados, portanto
não há pecado que Deus não seja capaz de perdoar, desde que haja arrependimento
e verdadeiro propósito para deixar o pecado e lutar para permanecer na comunhão
com Deus.
Informações na íntegra no Catecismo da Igreja Católica (CIC): § 1855,
§1856, §1857, §1858, §1859, §1860, §1861, §1862, § 1874.
Fonte: Textos Prof. Felipe Aquino / Pe.
Rodrigo Maria / Pe. Renato Coelho

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