24/05/2022 - LITURGIA E REFLEXÃO DIÁRIA - Eleve o seu coração ao encontro do Pai
VI SEMANA DA PÁSCOA (Branco Ofício do dia)
Alegremo-nos, exultemos e demos glória a Deus, porque o Senhor todo-poderoso tomou posse do seu reino, aleluia! (Ap 19,7.6)
Ó Deus, que o vosso povo sempre exulte pela sua renovação espiritual. alegrando-nos hoje porque adotados de novo como filhos de Deus, esperemos confiantes e alegres o dia da ressurreição. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
16 22 O povo insurgiu-se contra eles. Os magistrados mandaram arrancar-lhes as vestes para açoitá-los com varas.
23 Depois de lhes terem feito muitas chagas, meteram-nos na prisão, mandando ao carcereiro que os guardasse com segurança.
24 Este, conforme a ordem recebida, meteu-os na prisão inferior e prendeu-lhes os pés ao cepo.
25 Pela meia-noite, Paulo e Silas rezavam e cantavam um hino a Deus, e os prisioneiros os escutavam.
26 Subitamente, sentiu-se um terremoto tão grande que se abalaram até os fundamentos do cárcere. Abriram-se logo todas as portas e soltaram-se as algemas de todos.
27 Acordou o carcereiro e, vendo abertas as portas do cárcere, supôs que os presos haviam fugido. Tirou da espada e queria matar-se.
28 Mas Paulo bradou em alta voz: “Não te faças nenhum mal, pois estamos todos aqui”.
29 Então o carcereiro pediu luz, entrou e lançou-se trêmulo aos pés de Paulo e Silas.
30 Depois os conduziu para fora e perguntou-lhes: “Senhores, que devo fazer para me salvar?”
31 Disseram-lhe: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua família”.
32 Anunciaram-lhe a palavra de Deus, a ele e a todos os que estavam em sua casa.
33 Então, naquela mesma hora da noite, ele cuidou deles e lavou-lhes as chagas. Imediatamente foi batizado, ele e toda a sua família.
34 Em seguida, ele os fez subir para sua casa, pôs-lhes a mesa e alegrou-se com toda a sua casa por haver crido em Deus.
Palavra do Senhor.
Ó Senhor, me estendeis o vosso braço e me ajudais.
Ó Senhor, de coração eu vos dou graças,
porque ouvistes as palavras dos meus lábios1
Perante os vossos anjos vou cantar-vos
e ante o vosso templo vou prostrar-me.
Eu agradeço vosso amor, vossa verdade,
porque fizestes muito mais que prometestes;
naquele dia em que gritei, vós me escutastes
e aumentastes o vigor da minha alma.
Estendereis o vosso braço em meu auxílio
e havereis de me salvar com vossa destra.
Completai em mim a obra começada;
ó Senhor, vossa bondade é para sempre!
eu vos peço: não deixeis inacabada
esta obra que fizeram vossas mãos.
Aleluia, aleluia, aleluia.
Eu hei de enviar-vos o Espírito da verdade; ele vos conduzirá a toda a verdade (Jo 16,7.13).
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.
16 5 Disse Jesus: “Agora vou para aquele que me enviou, e ninguém de vós me pergunta: ‘Para onde vais?’
6 Mas porque vos falei assim, a tristeza encheu o vosso coração.
7 Entretanto, digo-vos a verdade: convém a vós que eu vá! Porque, se eu não for, o Paráclito não virá a vós; mas se eu for, vo-lo enviarei.
8 E, quando ele vier, convencerá o mundo a respeito do pecado, da justiça e do juízo.
9 Convencerá o mundo a respeito do pecado, que consiste em não crer em mim.
10 Ele o convencerá a respeito da justiça, porque eu me vou para junto do meu Pai e vós já não me vereis;
11 ele o convencerá a respeito do juízo, que consiste em que o príncipe deste mundo já está julgado e condenado”.
Palavra da Salvação.
Sobre as Oferendas
Concedei, ó Deus, que sempre nos alegremos por estes mistérios pascais, para que nos renovem constantemente e sejam fonte de eterna alegria. Por Cristo, nosso Senhor.
Era preciso que Cristo padecesse e ressurgisse dos mortos para entrar na sua glória, aleluia! (Lc 24,46.26)
Ouvi, ó Deus, as nossas preces, para que o intercâmbio de dons entre o céu e a terra, trazendo-nos a redenção, seja um auxílio para a vida presente e nos conquiste a alegria eterna. Por Cristo, nosso Senhor.
Por Padre Donizete Ferreira - Sacerdote da Comunidade Canção Nova
Eleve o seu coração ao encontro do Pai
“Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: ‘Eu vos digo a verdade: É bom para vós que eu parta; se eu não for, não virá até vós o Defensor; mas, se eu me for, eu vo-lo mandarei’” (João 16,7).
Vejam, Jesus está falando da Sua partida, Ele está falando da Sua ascensão para junto de Deus. Sabemos que, daqui a pouco, vamos celebrar, na nossa Igreja, justamente a Solenidade da Ascensão do Senhor: Jesus que se eleva ao Céu e vai para junto de Deus. Nessa Ascensão de Jesus, temos a Sua partida, a Sua ausência, temos um certo vazio, a falta de Jesus, coisas que poderiam nos causar medo, nos causar um incômodo.
Porque Jesus, aparentemente, vai embora, Ele vai voltar para o Pai. E como agora nós vamos ficar? Certamente, essas coisas passaram no coração dos discípulos e, muitas vezes, elas estão no nosso coração.
Vamos entender bem: a falta de uma pessoa que nós amamos, nós sentimos profundamente. Muitas vezes, quando, talvez, você tenha passado pela experiência de perder um ente querido — “perder” aqui, no sentido que digo, é a experiência de morte, que não é uma perda como nós a concebemos porque a morte é só uma passagem.
Quando você faz uma experiência dura na sua vida, uma tribulação que faz você perder o sentido, esses sentimentos que habitam o seu coração falam dessa realidade que os discípulos também experimentaram. Jesus estava dizendo aos Seus discípulos: “É preciso que eu vá para que vocês possam receber o outro paráclito”. Agora, o que Cristo faz conosco é um pouco como o pai ou a mãe fazem com um bebezinho que está aprendendo a andar. No início, o pai e a mãe, tomam esse bebezinho pela mão, caminham com ele, dão essa segurança, mas o pai e a mãe, pouco a pouco, têm que ir soltando a mão desse bebê, para que ele possa caminhar com as suas próprias pernas.
Existe um potencial escondido dentro de nós; e, quando Jesus volta para o Pai, Ele está nos dando a possibilidade de trazê-lo à tona
Esse “tirar a mão”, quando Jesus também sobe para o Pai, parece nos produzir, nos provocar um determinado desconforto, mas é justamente nesse momento que experimentamos um determinado aprendizado. O que poderia ser traumático, torna-se um aprendizado, porque a criancinha tem inicialmente um medo — todos nós passamos por isso — o trauma, o medo de cair, de se machucar, mas depois isso se torna aprendizado porque aquela criança vai aprender a andar.
Existe um potencial escondido dentro de cada um de nós; e, quando Jesus volta para o Pai, justamente Ele está nos dando a possibilidade de trazer à tona esse potencial. Jesus aparentemente se ausenta para que nós aprendamos agora a experimentar uma nova forma de presença, que não passa por sentimentos, que não passa pelas consolações, mas que passa por uma maturidade de fé sabendo que Jesus está presente.
Não vai existir Pentecostes sem a Ascensão de Jesus, não vai existir esse ardor missionário, essa expansão do Evangelho sem a Ascensão de Jesus. Então, passemos por essa experiência, experimentemos um pouco esse crescimento, esse amadurecimento. Se você está passando por sentimentos assim, permaneça com Jesus, permaneça na presença d’Ele, porque é uma maturidade de fé para qual o Senhor quer encaminhar todos nós.
Sobre todos vós, a bênção do Deus Todo-poderoso. Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!
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