14/10/2020 - LITURGIA E REFLEXÃO DIÁRIA
XXVIII SEMANA DO TEMPO COMUM (Verde Ofício do Dia)
Antífona de entrada
Senhor, se levardes em conta as nossas faltas, quem poderá subsistir? Mas em vós encontra-se o perdão, Deus de Israel (129,3s).
Oração do Dia
Ó Deus, sempre nos preceda e acompanhe a vossa graça, para que estejamos sempre atentos ao bem que devemos fazer. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
1a Leitura - Gálatas 5,18-25
Leitura da carta de são Paulo aos Gálatas.
5 18 Se, porém, vos deixais guiar pelo Espírito, não estais sob a lei.
19 Ora, as obras da carne são estas: fornicação, impureza, libertinagem,
20 idolatria, superstição, inimizades, brigas, ciúmes, ódio, ambição, discórdias, partidos,
21 invejas, bebedeiras, orgias e outras coisas semelhantes. Dessas coisas vos previno, como já vos preveni: os que as praticarem não herdarão o Reino de Deus!
22 Ao contrário, o fruto do Espírito é caridade, alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade,
23 brandura, temperança. Contra estas coisas não há lei.
24 Pois os que são de Jesus Cristo crucificaram a carne, com as paixões e concupiscências.
25 Se vivemos pelo Espírito, andemos também de acordo com o Espírito.
Palavra do Senhor.
Salmo - 1
Senhor, quem vos seguir terá a luz da vida!
Feliz é todo aquele que não anda
conforme os conselhos dos perversos;
que não entra no caminho dos malvados
nem junto aos zombadores vai sentar-se;
mas encontra seu prazer na lei de Deus
e a medita, dia e noite, sem cessar.
Eis que ele é semelhante a uma árvore
que à beira da torrente está plantada;
ela sempre dá seus frutos a seu tempo,
e jamais as suas folhas vão murchar.
eis que tudo o que ele faz vai prosperar.
Mas bem outra é a sorte dos perversos.
Ao contrário, são iguais à palha seca
espalhada e dispersada pelo vento.
Pois Deus vigia o caminho dos eleitos,
mas a estrada dos malvados leva à morte.
Evangelho - Lucas 11,42-46
Aleluia, aleluia, aleluia.
Minhas ovelhas escutam minha voz, eu as conheço e elas me seguem (Jo 10,27).
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
Naquele tempo, 11 42 disse Jesus: “Ai de vós, fariseus, que pagais o dízimo da hortelã, da arruda e de diversas ervas e desprezais a justiça e o amor de Deus. No entanto, era necessário praticar estas coisas, sem contudo deixar de fazer aquelas outras coisas.
43 Ai de vós, fariseus, que gostais das primeiras cadeiras nas sinagogas e das saudações nas praças públicas!
44 Ai de vós, que sois como os sepulcros que não aparecem, e sobre os quais os homens caminham sem o saber”.
45 Um dos doutores da lei lhe disse: “Mestre, falando assim também a nós outros nos afrontas”.
46 Ele respondeu: “Ai também de vós, doutores da lei, que carregais os homens com pesos que não podem levar, mas vós mesmos nem sequer com um dedo vosso tocais os fardos”. Palavra da Salvação.
Oração Sobre as Oferendas
Acolhei, ó Deus, com estas oferendas, as preces dos vossos fiéis, para que o nosso culto filiar nos leve à glória do céu. Por Cristo, nosso Senhor.
Antífona de Comunhão
Os ricos empobrecem, passam fome, mas aos que buscam o Senhor não falta nada (Sl 33,11).
Depois da Comunhão
Ó Deus todo-poderoso, nós vos pedimos humildemente que, alimentando-nos com o Corpo e o Sangue de Cristo, possamos participar da vossa vida. Por Cristo, nosso Senhor.
Reflexão sobre o Evangelho
Por
Padre Roger Araújo - Sacerdote da Comunidade Canção Nova
O amor de Deus precisa ser vivenciado em nossa vida
Estamos sempre achando que somos pessoas boas e religiosas porque cumprimos os nossos preceitos. “Eu vou à Missa todos os domingos”; “Eu pago o dízimo”; “Rezo o meu terço”; “Faço isso na Igreja”; “Sou da Liturgia”; “Canto para Deus”…
“Ai de vós, fariseus, porque pagais o dízimo, fazei tudo, mas deixais de lado a justiça e o amor de Deus”. Não devemos deixar de cumprir as nossas práticas religiosas, quem não paga o dízimo, por favor, pague-o, porque é um dever religioso.
Quem não vai nas celebrações não cumpre os seus preceitos, suas orações diárias e assim por diante. Não vou “chover no molhado” porque você já sabe quais são as nossas obrigações religiosas, mas não venha também com aquele discurso: “Não vou à Igreja, não rezo, mas sou uma pessoa boa, faço caridade para todo mundo”. Não seja hipócrita nesse ponto, não viva essa dualidade: faço uma coisa, mas não faço outra. Precisamos praticar uma coisa sem deixar de fazer outra, porque uma preenche a outra. Precisamos da oração porque é um meio de chegarmos até Deus. Precisamos das práticas religiosas, precisamos pagar o dízimo porque são maneiras de vivermos a nossa fé.
Agora, vivemos a fé, vivenciando-a na vida. Você pode ser “10” em oração, mas para Deus não tem valor nenhum se você é “0” na ação, na prática da justiça. Seja justo com seu próximo, não pratique jamais a injustiça com alguém. É injusto falar mal dos outros, pelas costas dos outros; é injusto caluniar os outros, pensar mal dos outros, não cuidar do outro e não respeitar o próximo.
É injusto eu ter e não ligar para quem não tem. É injusto ficar a vida toda centrado em mim, nas minhas coisas e naquilo que quero. Todo egoísmo é injusto, todo individualismo quando a pessoa volta-se para cultuar a si e o mundo gira em torno dela é injustiça. Então, não viva doente depois, porque você reza, mas não vive a justiça de Deus na sua vida.
Não se afaste do amor de Deus, mas não é um amor poético e romanceado, e sim o amor vivenciado, o amor de Deus em que me deixo ser amado por Deus, curado e restaurado por Ele e, assim, vou ser a presença d’Ele na vida do outro.
Não vivamos a religião só de práticas religiosas, de orações fervorosas (que são importantes e fundamentais), mas tenhamos uma vida fervorosa em sermos justos com o próximo, em repararmos as injustiças que já cometemos até em nome da fé. Que o amor de Deus não seja apenas poesias bíblicas, mas seja presente em nossa vida e com esse amor amemos uns aos outros.
Deus abençoe você!
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