06/11/2020 - LITURGIA E REFLEXÃO DIÁRIA
XXXI SEMANA DO TEMPO COMUM (VERDE OFÍCIO DO DIA)
Antífona de entrada
Não me abandoneis, jamais, Senhor, meu Deus, não fiqueis longe de mim! Depressa, vinde em meu auxílio, ó Senhor, minha salvação! (Sl 37,22s).
Oração do Dia
Ó Deus de poder e misericórdia, que concedeis a vosso filhos e filhas a graça de vos servir como devem, fazei que corramos livremente ao encontro das vossas promessas. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
1a Leitura - Filipenses 3,17-4,1
Leitura da carta de são Paulo aos Filipenses.
3 17 Irmãos, sede meus imitadores, e olhai atentamente para os que vivem segundo o exemplo que nós vos damos.
18 Porque há muitos por aí, de quem repetidas vezes vos tenho falado e agora o digo chorando, que se portam como inimigos da cruz de Cristo,
19 cujo destino é a perdição, cujo deus é o ventre, para quem a própria ignomínia é causa de envaidecimento, e só têm prazer no que é terreno.
20 Nós, porém, somos cidadãos dos céus. É de lá que ansiosamente esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo,
21 que transformará nosso mísero corpo, tornando-o semelhante ao seu corpo glorioso, em virtude do poder que tem de sujeitar a si toda criatura.
4 1 Portanto, meus muito amados e saudosos irmãos, alegria e coroa minha, continuai assim firmes no Senhor, caríssimos.
Palavra do Senhor.
Salmo - 121/122
Que alegria quando ouvi que me disseram:
“Vamos à casa do Senhor”!
Que alegria, quando ouvi que me disseram:
“Vamos à casa do Senhor!”
E agora nossos pés já se detêm,
Jerusalém, em tuas portas.
Jerusalém, cidade bem edificada
num conjunto harmonioso;
para lá sobem as tribos de Israel,
as tribos do Senhor.
Evangelho - Lucas 16,1-8
Aleluia, aleluia, aleluia.
O amor de Deus se realiza em todo aquele que guarda sua palavra fielmente (1Jo 2,5).
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
16 1 Jesus disse também a seus discípulos: "Havia um homem rico que tinha um administrador. Este lhe foi denunciado de ter dissipado os seus bens.
2 Ele chamou o administrador e lhe disse: ‘Que é que ouço dizer de ti? Presta contas da tua administração, pois já não poderás administrar meus bens’.
3 O administrador refletiu então consigo: ‘Que farei, visto que meu patrão me tira o emprego? Lavrar a terra? Não o posso. Mendigar? Tenho vergonha.
4 Já sei o que fazer, para que haja quem me receba em sua casa, quando eu for despedido do emprego’.
5 Chamou, pois, separadamente a cada um dos devedores de seu patrão e perguntou ao primeiro: ‘Quanto deves a meu patrão?’
6 Ele respondeu: ‘Cem medidas de azeite’. Disse-lhe: ‘Toma a tua conta, senta-te depressa e escreve: cinqüenta’.
7 Depois perguntou ao outro: ‘Tu, quanto deves?’ Respondeu: ‘Cem medidas de trigo’. Disse-lhe o administrador: ‘Toma os teus papéis e escreve: oitenta’.
8 E o proprietário admirou a astúcia do administrador, porque os filhos deste mundo são mais prudentes do que os filhos da luz no trato com seus semelhantes.
Palavra da Salvação.
Oração Sobre as Oferendas
Ó Deus, que este sacrifício se torne uma oferenda perfeita aos vossos olhos e fonte de misericórdia para nós. Por Cristo, nosso Senhor.
Antífona de Comunhão
Como o Pai, que me enviou, é a vida, e eu vivo pelo Pai, diz o Senhor, assim quem come a minha carne viverá por mim (Jo 6,58).
Depois da Comunhão
Ó Deus, frutifique em nós a vossa graça, a fim de que, preparados por vossos sacramentos, possamos receber o que prometem. Por Cristo, nosso Senhor.
Reflexão sobre o Evangelho
Por Padre
Roger Araújo - Sacerdote da Comunidade Canção Nova
Sejamos ousados em levar a luz de Cristo para o mundo
Estamos olhando um senhor elogiar o administrador desonesto porque ele agiu com esperteza em seus negócios. É claro que, esse senhor é o dono dos negócios e não o Senhor Deus, porque jamais Deus abençoa a desonestidade, e a desonestidade jamais deve ser vivida sob nenhuma justificativa.
Aqui, o mundo usa da desonestidade, da sua esperteza, pois o nome que se dá à desonestidade no mundo é esperteza. Ninguém fala: “Sou desonesto”, o que a pessoa fala é: “Sou esperto”; “Me dou bem nas coisas”. E esse se “dar bem” nas coisas são as falcatruas, é a maneira como a pessoa vai lá e faz os seus negócios às escondidas, muitas vezes, ela leva lucros, se sobressai aos outros, é a esperteza do mundo.
É preciso dizer que não precisamos da esperteza do mundo, não podemos, de forma nenhuma, compactuar com a maldade do mundo. Há aqueles que, inclusive, interpretam errado a Palavra de Deus e querem usar da esperteza; querem, por exemplo, fazer das coisas de Deus negócios para enriquecerem e se dão como exemplo de bons administradores. Essas não são as ferramentas evangélicas.
Nós, que somos a luz, tenhamos a ousadia em levar a luz de Cristo para o mundo em que estamos
A ferramenta para a qual o Evangelho nos chama atenção é: se o mundo usa do que é seu para os seus negócios, precisamos usar do que é de Deus para os negócios d’Ele, mas usar com muito mais agilidade e intrepidez do que o mundo, porque o mundo tem ousadia para fazer o que é errado. O que falta a nós, que somos filhos da luz ou nos julgamos filhos da luz, é, justamente, a ousadia.
Fechamo-nos no nosso mundinho, nos conformamos em cuidar das nossas coisinhas enquanto todo mundo está aí no mundo inteiro para ser evangelizado, conquistado, transformado. Estamos trazendo os ingredientes do mundo para dentro de nós, para as nossas realidades; e veja quais os instrumentos do mundo estão aí: as brigas, as intrigas, o jogo de interesse, um passar a perna no outro, um sentir-se melhor do que o outro, as pessoas estão competindo dentro da Igreja; quem pode mais, quem é mais, quem fala mais, prega mais, quem manda mais.
Não precisamos dos instrumentos mundanos, o que precisamos é da santidade, da intrepidez evangélica, da ousadia de Jesus e de Paulo, para evangelizarmos, anunciarmos e nos convertermos a cada dia, porque os filhos da luz precisam ser luz, porque os filhos das trevas têm sido trevas no mundo e elas têm crescido nele. Nós, que somos a luz, tenhamos a ousadia em levar a luz de Cristo para o mundo em que estamos.
Deus abençoe você!
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