24/04/2022 - LITURGIA E REFLEXÃO DIÁRIA - Não tenha medo, pois Jesus está sempre ao seu lado!
II DOMINGO DA PÁSCOA (Branco, Glória, Creio, Prefácio da Páscoa I Ofício Próprio, 2ª Semana do Saltério)
Como crianças recém-nascidas, desejai o puro leite espiritual para crescerdes na salvação, aleluia! (1Pd 2,2)
Ó Deus de eterna misericórdia, que reacendeis a fé do vosso povo na renovação da festa pascal, aumentai a graça que nos destes. E fazei que compreendamos melhor o batismo que nos lavou, o espírito que nos deu nova vida e o sangue que nos redimiu. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Leitura dos Atos dos Apóstolos.
5 12 Enquanto isso, realizavam-se entre o povo pelas mãos dos apóstolos muitos milagres e prodígios. Reuniam-se eles todos unânimes no pórtico de Salomão.
13 Dos outros ninguém ousava juntar-se a eles, mas o povo lhes tributava grandes louvores.
14 Cada vez mais aumentava a multidão dos homens e mulheres que acreditavam no Senhor.
15 De maneira que traziam os doentes para as ruas e punham-nos em leitos e macas, a fim de que, quando Pedro passasse, ao menos a sua sombra cobrisse alguns deles.
16 Também das cidades vizinhas de Jerusalém afluía muita gente, trazendo os enfermos e os atormentados por espíritos imundos, e todos eles eram curados.
Palavra do Senhor.
Dai graças ao Senhor, porque ele é bom;
“Eterna é a sua misericórdia!”
A casa de Israel agora o diga:
“Eterna é a sua misericórdia!”
A casa de Aarão agora o diga:
“Eterna é a sua misericórdia!”
Os que temem o Senhor agora o digam:
“Eterna é a sua misericórdia!”
Empurraram-me, tentando derrubar,
mas veio o Senhor em meu socorro.
O Senhor é minha força e o meu canto
e tornou-se para mim o salvador.
“Clamores de alegria e de vitória
Ressoem pelas tendas dos fiéis”.
“A pedra que os pedreiros rejeitaram
tornou-se agora a pedra angular”.
Pelo Senhor é que foi feito tudo isso:
que maravilhas ele fez a nossos olhos!
Este é o dia que o Senhor fez para nós,
alegremo-nos e nele exultemos!
Leitura do livro do Apocalipse de são João.
1 9 Eu, João, vosso irmão e companheiro nas tribulações, na realeza e na paciência em união com Jesus, estava na ilha de Patmos por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus.
10 Num domingo, fui arrebatado em êxtase, e ouvi, por trás de mim, voz forte como de trombeta,
11 que dizia: “O que vês, escreve-o num livro e manda-o às sete igrejas: a Éfeso, a Esmirna, a Pérgamo, a Tiatira, a Sardes, a Filadélfia e a Laodiceia”.
12 Voltei-me para saber que voz falava comigo. Tendo-me voltado, vi sete candelabros de ouro
13 e, no meio dos candelabros, alguém semelhante ao Filho do Homem, vestindo longa túnica até os pés, cingido o peito por um cinto de ouro.
17 Ao vê-lo, caí como morto aos seus pés. Ele, porém, pôs sobre mim sua mão direita e disse: “Não temas! Eu sou o Primeiro e o Último, e o que vive.
18 Pois estive morto, e eis-me de novo vivo pelos séculos dos séculos; tenho as chaves da morte e da região dos mortos.
19 Escreve, pois, o que viste, tanto as coisas atuais como as futuras”.
Palavra do Senhor.
Aleluia, aleluia, aleluia.
Acreditaste, Tomé, porque me viste. Felizes os que creram sem ter visto! (Jo 20,29).
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.
20 19 Na tarde do mesmo dia, que era o primeiro da semana, os discípulos tinham fechado as portas do lugar onde se achavam, por medo dos judeus. Jesus veio e pôs-se no meio deles. Disse-lhes ele: "A paz esteja convosco"!
20 Dito isso, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos alegraram-se ao ver o Senhor.
21 Disse-lhes outra vez: "A paz esteja convosco! Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio a vós".
22 Depois dessas palavras, soprou sobre eles dizendo-lhes: "Recebei o Espírito Santo.
23 Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos".
24 Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus.
25 Os outros discípulos disseram-lhe: "Vimos o Senhor". Mas ele replicou-lhes: "Se não vir nas suas mãos o sinal dos pregos, e não puser o meu dedo no lugar dos pregos, e não introduzir a minha mão no seu lado, não acreditarei"!
26 Oito dias depois, estavam os seus discípulos outra vez no mesmo lugar e Tomé com eles. Estando trancadas as portas, veio Jesus, pôs-se no meio deles e disse: "A paz esteja convosco"!
27 Depois disse a Tomé: "Introduz aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos. Põe a tua mão no meu lado. Não sejas incrédulo, mas homem de fé".
28 Respondeu-lhe Tomé: "Meu Senhor e meu Deus!"
29 Disse-lhe Jesus: "Creste, porque me viste. Felizes aqueles que crêem sem ter visto!"
30 Fez Jesus, na presença dos seus discípulos, ainda muitos outros milagres que não estão escritos neste livro.
31 Mas estes foram escritos, para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais a vida em seu nome.
Palavra da Salvação.
Sobre as Oferendas
Acolhei, ó Deus, as oferendas do vosso povo (e dos que renasceram nesta Páscoa), para que, renovados pela profissão de fé e pelo batismo, consigamos a eterna felicidade. Por Cristo, nosso Senhor.
Estende a tua mão, toca o lugar dos cravos e não sejas incrédulo, mas fiel, aleluia! (Jo 20,27)
Concedei, ó Deus onipotente, que conservemos em nossa vida o sacramento pascal que recebemos. Por Cristo, nosso Senhor.
Por Padre Donizete Ferreira - Sacerdote da Comunidade Canção Nova
Não tenha medo, pois Jesus está sempre ao seu lado!
Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas, por medo dos judeus, as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, Jesus entrou e, pondo-se no meio deles, disse: ‘A paz esteja convosco’. Depois dessas palavras, mostrou-lhes as mãos e o lado. Então, os discípulos se alegraram por verem o Senhor. Tomé, chamado Dídimo, que era um dos doze, não estava com eles quando Jesus veio. Os outros discípulos contaram-lhe depois: ‘Vimos o Senhor!’. Mas Tomé disse-lhes: ‘Se eu não vir a marca dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos e não puser a mão no seu lado, não acreditarei’” (João 20, 19-20; 24-25).
Meus irmãos e minhas irmãs, esta é a experiência pascal de contar a presença do Ressuscitado no nosso meio. Existe uma continuidade: Jesus nunca deixa de nos encontrar; de estar conosco. E a ressurreição, agora, é uma forma de experimentar a novidade da presença de Jesus; é uma nova forma de presença que eu e você também temos de nos habituar, assim como os discípulos tiveram de fazer.
O medo nunca é uma barreira para Jesus, pois Ele é capaz de atravessar tudo, a fim de estar ao seu lado
Ao longo desse tempo, sobretudo o tempo de pandemia, nós vivemos o chamado “distanciamento social”. Muitas vezes, por alguns momentos, estivemos fechados em nossas casas, com as portas fechadas e medo do coronavírus. Os discípulos também fizeram a experiência de um distanciamento social: estão fechados em suas casas por medo dos judeus; um distanciamento social provocado pelo medo. Porém, isso não foi uma barreira para Jesus, pois Ele atravessou as portas — porque, agora, com o Seu corpo glorioso, Ele não está mais submetido às leis deste mundo; às leis da matéria; às leis da física.
Certamente, nesse tempo em que nós também vivemos o distanciamento social, Jesus nunca esteve distante de nós; Ele sempre esteve presente em nossa vida, na nossa casa, nos nossos conflitos, nos nossos dramas. Ao contemplarmos esse Evangelho da presença de Jesus, ali, naquele lugar, nós também recordamos dessa presença de Jesus em todas as situações de nossa vida. Por isso, em qualquer situação do ser humano, Cristo, o Ressuscitado, quer se fazer presente e que levar a Sua paz, a verdadeira paz. A paz que não é um projeto pessoal, não é uma estratégia governamental, não é uma ideologia… A paz que é uma Pessoa, a paz é Jesus Cristo, Nosso Senhor Ressuscitado, vivo no meio de nós.
Ao aparecer aos seus discípulos e ao se colocar na vida de cada um de nós, Cristo acaba revelando uma das nossas maiores misérias: a nossa incredulidade. Porque, quando olhamos para o discípulo Tomé, nós também nos enxergamos: a incredulidade que, muitas vezes, toca aquilo que nós somos, pensamos e fazemos. E, a partir dessa incredulidade, nos comportamos, pois duvidamos da presença de Deus; da presença de Jesus; duvidamos que Ele padeceu tudo aquilo, que Ele foi morto e ressuscitou por amor a nós.
Hoje, que essa experiência da presença do Ressuscitado leve embora do nosso coração essa incredulidade, que nós nunca duvidemos que Jesus esteve sempre ao nosso lado e que Ele nunca nos abandona!
Sobre todos vós, a bênção do Deus Todo-poderoso. Pai, Filho e Espírito Santo.
Amém!
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