DONS EFUSOS (CARISMÁTICOS) DOM DO DISCERNIMENTO DOS ESPIRITOS #7 - Formação continuada da FÉ
1 – O que é o
Discernimento dos Espíritos?
O Discernimento é uma habilidade ou capacidade dada
por Deus de se reconhecer a identidade (e muitas vezes, a personalidade e a
condição) dos “espíritos” que estão por detrás de diferentes manifestações ou
atividades. Este dom, essencial à Igreja, é geralmente concedido aos pastores
do rebanho de Deus e aos que estão em posição de guardar e de guiar os Santos.
Como podemos ver na definição acima, esse dom de
Deus nos ajuda, portanto, a perceber a origem de uma intuição, de um
pensamento, a causa de um comportamento – especialmente quando este se nos
apresenta de forma estranha. O discernimento, assim, é um dom “protetor da comunidade e protetor de todos
os outros dons”.
Como dom do Espírito, não procede das capacidades
simplesmente humanas, nem das deduções científicas que possamos ter adquirido.
“O discernimento é intuição pela qual sabemos o que é, verdadeiramente, do
Espírito Santo”.
O discernimento, ainda pode ser visto como uma
espécie de visão ou sensibilidade; é uma revelação espiritual da operação de
diferentes tipos de espíritos numa pessoa ou numa situação; é o meio pelo qual
Deus faz os cristãos tomarem consciência do que está acontecendo.
Após todas estas definições, podemos nos perguntar:
Qual o benefício esse dom nos traz, ao ser usado de forma adequada? Como usar
esse dom? Como foi usado por pessoas, quando viveram em situações complexas em
suas vidas? Como proceder a partir da orientação certa, segura que o
discernimento lhes deu?
2 – O uso do dom do
Discernimento
O Carisma em estudo, nos permite agir de forma
correta em um fato ou situação que temos em mãos, no momento. Nos permite
identificar a causa dessa situação especial, podendo, assim, nos levar à raiz,
ao princípio que a move, que a origina, encaminhando a situação acertada e
feliz.
O uso do dom nos ajuda, portanto, a conhecer o
espírito, isto é, o princípio animador (anima = o que anima, move,
movimenta etc). Com ele (dom), podemos chegar, com facilidade, á origem de uma
inspiração e confirmar de onde esta pode vir:
- se provém de Deus (ou
de Deus por meio de Seus anjos, os Seus mensageiros);
- se origina da mente
humana (a qual pode estar sã, doentia, desequilibrada ou alterada);
- se provém dos espíritos
maus (do demônio ou de influências espirituais maléficas).
Para que o uso do dom de discernimento, seja utilizado com cada vez mais eficiência e
eficácia e como é um dom do Espírito, deve ser usado à luz da oração
(especialmente a oração em línguas, que facilita a nossa mente a
perceber a orientação de Deus), com sabedoria (dom, como
dissemos, que acompanha o uso de todos os outros dons espirituais), com jejum e
em comunhão constante com o Senhor.
O discernimento ajuda-nos, ainda, a distinguir o
certo do errado, o verdadeiro do falso, e orienta nossas vidas na fé e doutrina
de Jesus Cristo.
3 – Jesus e o
Discernimento
Jesus se deixou guiar pelo discernimento em
diversas situações de Sua vida pública e em Seu ministério e ao passo que tais
situações aconteciam, ensinava aos Seus discípulos a também se deixarem guiar
pelo discernimento. Veja alguns exemplos em que Jesus utiliza do discernimento:
Quando Seus oponentes (os escribas) atribuíam à Sua
ação a presença de um espírito imundo, afirmando q Ele agia por belzebu,
expelindo os demônios, Jesus não ia deixar essa afirmação passar assim no
barato, e não deixou mesmo!!! E concluiu com um belo discernimento doutrinal,
que eles mesmos não tinham percebido. Ele diz: “Como pode Satanás
expulsar a Satanás? Pois, se um reino estiver dividido contra si mesmo, não
pode durar” e acrescentou “Mas, se é pelo Espírito de Deus que expulso os
demônios, então chegou para vós o reino de Deus”.
Na discussão sobre o cego de nascença, relatada em
Jo 9,1ss, Jesus não culpa ninguém pela cegueira, mas discerne como ocasião da
manifestação da glória de Deus e o cura.
Nas tentações do deserto, Jesus soube discernir
como poderia vencer o maligno, lançando mão do discernimento doutrinal da
Palavra de Deus.
É vendo esses exemplos na vida de Jesus – e temos
muitos outros -, que os apóstolos e nós vamos aprendendo a usar o dom do
discernimento, que nos auxilia nas decisões práticas, nas atitudes concretas
que podemos seguir.
Tendo os Apóstolos, vivido ao lado de Jesus por
tantos momentos em que Ele usou de discernimento e após o Pentecostes, também
eles passaram a utilizar frequentemente o dom. Esta é uma atitude que devemos
ter em todos os momentos de nossas vidas, devemos pedir incessantemente pelo
dom do discernimento, precisamos praticar o dom do discernimento e assim
veremos que muitas situações de nossas vidas serão simples e práticas de se
resolver.
4 – A natureza do
discernimento
Aponta-se diversas naturezas e tipos de
Discernimento que são identificados da seguinte forma:
- O discernimento comum ou bom-senso: este tipo é uma fonte de verdade, por ele podemos
chegar a importantes conclusões, com base no que a nossa natureza nos faz
intuir. O senso comum é uma fonte de informação de como devem os nos comportar,
pensar ou agir de forma adequada. Exemplo: Quando vou a Igreja, sei o modo de
me vestir. Não necessito da luz espiritual e interior para saber como me devo
vestir e portar num ambiente religioso.
- O discernimento científico: é
aquele que provém das conclusões científicas e plenamente certas. Quando
estamos doentes, o médico nos auxilia, pelo conhecimento científico que já
adquiriu, quer pela ciência que estudou e testou, quer por sua experiência no
campo de sua atividade.
- O discernimento doutrinal: trata-se do discernimento que a Palavra de Deus, o
magistério da Igreja (em seus documentos), já me oferecem. Por esse
conhecimento e verdade, posso caminhar firme na fé, desviando-me do que não é
correto segundo Deus e a Igreja.
Por esse discernimento, somos levados a distinguir
a voz de Deus de outras vozes que nos queiram confundir.
- O discernimento, como carisma do Espírito Santo: esse carisma ajuda-nos a avaliar as coisas de Deus
e deixar de lado as que não provém d´Ele. Auxiliados por esse dom, podemos
emitir juízo sobre a natureza de nossos pensamentos, bem como as atitudes
práticas, vendo se estas estão em conformidade com a vontade de Deus. Assim,
posso discernir se algo é contrário a vontade de Deus e então evitar.
Até o zelo pelas coisas de Deus deve ser
acompanhado pelo dom do discernimento, assim como afirma São Paulo ao falar dos
Judeus e suplicar por sua salvação: “Eles têm um zelo por Deus, mas um
zelo sem discernimento” .
Se nosso zelo espiritual ou doutrinal com as coisas
de Deus, não forem acompanhados de discernimento, muitas coisas poderão ser
afirmadas de forma inadequada ou falsificada.
Acompanhe os post´s para fortalecer-se na FÉ, com ESPERANÇA e vivendo o
AMOR - 1Cor 13,13. :)
A paz de Cristo e até breve!
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