Virtudes e Dons do ESPIRITO SANTO - Formação continuada da FÉ
Vamos entender a diferença entre os dons e as virtudes do Espírito Santo, que de fato,
trata-se de uma questão interessante, uma vez que há uma certa coincidência entre os dons e as
virtudes, e até se pode fazer uma correlação entre eles: fé-entendimento;
esperança-ciência; caridade-sabedoria; prudência-conselho; justiça-piedade; fortaleza-fortaleza
e temperança-temor de Deus.
Uma vez, recebi uma explicação com a seguinte comparação: as virtudes
são o barco a remo e os dons uma embarcação à vela.
O crescimento nas virtudes se dá quando a pessoa
começa a remar, ou seja, a fazer atos de fé, de prudência, de fortaleza etc.
Mas, assim como ao levantar as velas a embarcação, impelida pela força dos
ventos, desliza com maior velocidade sobre a água, sob a ação dos dons do
Espírito Santo, a pessoa deixa-se conduzir diretamente pelas inspirações
divinas.
Os remos são os atos das virtudes e as velas os
dons do Espírito Santo.
No entanto, essa comparação é limitada porque as
virtudes e os dons atuam conjuntamente na alma e também é sabido que o barco à
vela movimenta-se sem o auxílio de remos.
O crescimento
na vida espiritual passa pelas virtudes e chega aos dons, e vice-versa.
Quando há luta para praticar as virtudes com o auxílio da graça, a alma é cada
vez mais conduzida pela ação dos dons do Espírito Santo.
No Novo Testamento, há muitos relatos da ação do
Espírito Santo, como no dia de Pentecostes,
em que umas línguas de fogo se repartiram e pousaram sobre cada um deles e
todos ficaram repletos do Espírito Santo e começaram a falar outras línguas,
conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem (At 2,4). Falam à sua
maneira e o influxo divino traduz suas palavras de modo claro aos ouvintes.
Há outros episódios parecidos na vida dos santos:
com a ajuda do Espírito Santo, Agostinho converteu-se ao ouvir uma voz de
criança cantando “Toma e lê”, que ele entendeu como “toma e lê a Escritura” e,
abrindo-a, encontrou a luz para a sua conversão definitiva.
Sob a ação do dom da ciência, São Francisco de
Assis abraçava uma árvore ou extasiava-se vendo num pássaro a maravilha de uma
criatura de Deus.
E hoje um cientista pode maravilhar-se com o
Criador ao ver a imensidão do universo, ou a penetrar no mundo ínfimo de um
átomo (cfr. Luiz Fernando Cintra, “Catecismo do Espirito Santo”, Ed. Quadrante,
pp. 66 e 90).
Uma explicação interessante sobre a diferença entre
virtudes e dons vem de São Tomás: as virtudes são insuficientes para que
possamos atingir o grau de santidade que Jesus nos pede: “Sede perfeitos como
vosso Pai celestial é perfeito” (Mt 5,48) e “Amai-vos como Eu vos amei (Jo
13,34).
Se pensarmos seriamente, nunca seremos capazes de
atingir essas metas: ser santos como Deus é santo e amar com a grandeza do amor
de Jesus.
Uma criatura humana jamais poderia ousar atingir
esses graus de perfeição.
Por essa razão, o Espírito Santo, por meio dos dons, realiza uma intervenção direta
na alma, de maneira que, atuando dentro de nós, possamos amar com o Amor de Deus, desejar a perfeição da qual Deus é o modelo.
Assim, Deus
ama em nós e por nós. O Espírito Santo nos ilumina. Muitas vezes, notamos
que alguns conselhos, palavras, ideias que nos ocorrem não são nossas, mas
fruto das inspirações do Espírito Santo em nós.
CONCLUSÃO:
É
a prática das virtudes que nos
preparam para nos abrirmos aos dons.
Os dons infusos nos ajudam a fazermos a vontade de Deus e nos conserva íntimos
de Deus.
Acompanhe os post´s para fortalecer-se na FÉ, com ESPERANÇA e vivendo o
AMOR - 1Cor 13,13. :)
A paz de Cristo e até breve!
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