TIPOS DE PECADO - Formação continuada da FÉ


De acordo com o Catecismo da Igreja Católica, "Perceptível já na Escritura, a distinção entre pecado mortal e pecado venial se impôs na tradição da Igreja. A experiência humana a corrobora.".
A Bíblia Sagrada nos mostra três categorias de pecados, a saber:
1-Pecados mortais, capitais ou pecados que são para a morte.
2-Pecados veniais ou pecados que não são para a morte.
3-Pecado imperdoável ou blasfêmia contra o Espírito Santo.
Portanto verificamos que a distinção do grau ou intensidade dos pecados tem raiz nas descrições da Bíblia Sagrada e seu agrupamento quanto a mortal e venial em parte corroborada pela experiência humana.
O pecado mortal trata-se daquele que conduz o homem que o pratica para longe de seu Criador (DEUS)  ou a mesmo sua negação. É praticado de forma consciente e deliberadamente.
O pecado mortal fere diretamente a caridade¹ gravada na essência da criação do homem. Temos como exemplo a blasfêmia, o perjúrio, o homicídio, o adultério, etc. Principalmente ocorre quando não respeitado o Decálogo ou DEZ Mandamentos de DEUS.
O pecado mortal está relacionado a atos ligados a DEUS (A Trindade, PAIFILHO ESPÍRITO SANTO) e suas verdades ou ao próximo.
O pecado venial conforme definição do Catecismo diz: "O pecado venial deixa subsistir a caridade, embora a ofenda e fira.".
São pequenas faltas morais como omitir algum fato, negligenciar quanto à obrigação como cristão no âmbito dos deveres impostos pela lei canônica, dizer alguma mentira sem maior importância, etc., ou seja, os atos estão relacionados objetos ou situações de pouca relevância.
Para se cometer um pecado mortal três condições são requeridas: matéria graveplena consciência e deliberadamente, ou seja, precisa o ato ou omissão ser considerado grave, o indivíduo precisa saber que cometeu o pecado e o mesmo é grave, além de praticá-lo por livre vontade.
O pecado mortal e venial para ser perdoado por DEUS, necessita predisposição do pecador (arrependimento), pedido de perdão e propósito de não cometê-lo novamente, contudo o pecado mortal obrigatoriamente para ser perdoado necessita do sacramento da Reconciliação ou Penitência (confissão), sendo concedido por um sacerdote da Igreja.
Há alguns pecados que somente o PAPA poderá perdoá-los, contudo este detalhamento pode ser verificado no Catecismo da Igreja Católica.
Há o que chamamos de pecados capitais porque são a origem de outros pecados e de vícios. São a soberba, a avareza, a inveja, a ira, a luxúria, a gula, a preguiça (Cat.I.C., 1866). Eles poderão ser veniais ou mortais de acordo com a matéria em que incidem.
Pecados contra o Espírito Santo: “Aquele, porém, que blasfemar contra o Espírito Santo, jamais será perdoado: é culpado de pecado eterno” (Mc 3,29; cf. Mt 12,32; Lc 12,10).
Deus sempre está disposto a perdoar-nos, mas se nós não queremos, respeita nossa liberdade e não nos obriga a aceitarmos seu perdão.
Diz-se que nunca se perdoam pela falta de disposição em nós de receber o perdão.
Costuma-se enumerar seis tipos de pecados contra o Espírito Santo:
1.    desesperar-se de alcançar perdão dos pecados,
2.    presumir que sem cumprir os mandamentos de Deus,
3.    Ele nos vai salvar,
4.    impugnar a verdade conhecida,
5.    ter inveja da graça alheia,
6.    obstinar-se no mal e impenitência final.
Então, a blasfêmia contra o Espírito Santo constitui-se num pecado imperdoável, porque o pecador impenitente despreza, consciente e taxativamente, o Único Ser, em todo o Universo, que pode convencê-lo do juízo, da justiça e do pecado. Esta iniquidade afasta do homem todas as possibilidades de arrependimento.
E, sem arrependimento, não há remissão de pecados. Pois, é o arrependimento que leva à confissão; a confissão ao pedido de perdão; e o pedido de perdão à disposição de não mais pecar.
É por isso que podemos afirmar que o pecado imperdoável é o mais difícil de ser praticado, pois só consegue praticá-lo quem está decidido a não aceitar o perdão Divino, está satisfeito com a sua condição de pecador e não deseja a reconciliação com Deus.
Mesmo na Bíblia Sagrada, são poucos os exemplos de pecados imperdoáveis, senão vejamos:
1-O pecado de Lúcifer (Satanás), o inimigo irreconciliável de Deus (Ezequiel 28, 12-19).
2-O pecado de Judas Iscariotes, o qual, mesmo sabendo quem era Jesus, optou por traí-lo, a fim de que Deus enviasse exércitos celestiais para libertar Seu Filho (Jesus), libertando (dessa forma) Israel da dominação romana. O que levou Judas ao suicídio não foi arrependimento por ter traído Jesus, mas o fato de seu plano não ter dado certo. Judas não estava interessado na salvação eterna, e sim na liberação dos israelitas do jugo romano (Mateus 27,1-10).
3-O pecado de Ananias e Safira, onde não houve arrependimento por parte de ambos (Atos 5,1-11).

Acompanhe os post´s para fortalecer-se na FÉ, com ESPERANÇA e vivendo o AMOR - 1Cor 13,13. :)

A paz de Cristo e até breve!

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